Destaques

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 12/07/2018

Mudanças – “Não vou aceitar exposição de políticos na Marcha para Jesus de Feira”, diz pastor presidente da AME

Na última sexta-feira (6) vários pastores e bispos definiram estratégias para a realização da Marcha para Jesus de 2018, no município Feira de Santana. Um pastor evangélico disse que participou de outra reunião com líderes e o poder público, com a presença do prefeito Colbert Filho, quando foram determinadas regras para que o evento ocorra de forma organizada.

 

“A Marcha para Jesus acontecerá no dia 25 de agosto, e na semana passada participei de uma reunião, onde foram tratados assuntos referentes ao evento”, relevou um pastor. Uma nova reunião foi marcada para a segunda semana deste mês de julho, afim de definir as atrações e outros assuntos.

 

Críticas

 

No ano passado, os internautas  e o jornalista Girlânio Guirra no artigo (UMA MARCHA E UM BANDO) http://www.portalcidadegospel.com.br/site/uma-marcha-e-um-bando/#.W0eUZemBdA0.whatsapp publicado neste site, criticaram a iluminação pública do local, como também a concentração no palco fixo.

 

Outro ponto ignorado foi a comercialização de bebidas alcoólicas, inclusive fato cobrado ao Poder Público, para que haja fiscalização nos eventos religiosos.
Um policial lembrou que no ano passado a comercialização de churrasquinhos no palito de madeira levou perigo. “Aquele palito é um objeto que pode gerar violência em qualquer evento. É preciso que estes comerciantes fiquem atentos às novas normas para o comércio deste alimento”, explicou.

 

Atrações

 

Neste ano, a Marcha possivelmente contará com uma grande atração, ainda não divulgada pela organização do evento, mas os nomes das bandas Jeová Nissi e Som e Louvor foram citados durante as reuniões de líderes “Os evangélicos sempre sonham com a apresentação de uma grande atração, como ocorreu com a apresentação da cantora Aline Barros em 2017”, relembrou um comunicador.

 

Mudanças

 

Na organização do evento, esta tudo normal, internamente as novidades são as mudanças que os pastores e suas igrejas declaram que precisa para que a marcha seja diferente este ano. O Apostolo Edson Mello, presidente da Associação de Ministros Evangélicos (AME), não concordou com articulações promovidas por pessoas ligadas aos meios evangélicos com apoios de políticos locais.

 

“Não posso concordar, sendo eu presidente de uma entidade de pastores que tem registro, tem as certidões para convênio público, tem utilidade pública do município e que há mais de duas décadas realizando a Marcha pra Jesus, ser obrigado a concordar com atividades que já deveriam ser modificadas há muito tempo no evento. Ao longo dos meses tivemos várias reuniões com os pastores onde foram propostas várias mudanças, entre elas teremos 300 intercessores, 12 pastores tocando o shofar, ministraremos quatro atos proféticos, as igrejas irão com as cores da bandeira do Brasil, teremos louvores de adoração buscando a presença de nosso Deus, entre outras mudanças propostas pelos pastores”,disse o pastor.

 

“Além disso, estivemos na Prefeitura e protocolamos oitos ofícios, em reunião com o próprio prefeito Colbert, na qual informamos o que precisaríamos para realização da Marcha para Jesus 2018 e suas mudanças, para que a PMFS nos concedesse: um trio elétrico, banheiros químicos, como também a presença de membros da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Vigilância sanitária, Guarda Municipal e Sedesco entre outros”, explicou o líder religioso.

 

Política

 

“Queremos fazer uma marcha que atraia a presença de Deus para esta cidade, neste novo modelo, não precisamos de palco fixo, pois iremos marchar, e não fazer show, todo político é bem vindo para marchar conosco. A Marcha é para Jesus. Nesse novo modelo gostaríamos muito que o evento terminasse na Prefeitura, com orações e louvores, e não próximo do SAC I. Vários pastores disseram em nossa reunião mensal o porquê deixaram de frequentar a Marcha; e por causa desses posicionamentos diversos que convergiram para estas mudanças, com certeza, não vão querer frequentar essa celebração nos moldes de anos anteriores. Achei prematuro a atitude de colegas e políticos que ignoraram as decisões da AME, decisões estas mediante ofícios já protocolados”, pontuou.

 

“Nesse novo modelo, não vamos retroceder, é hora de mudanças. A Marcha precisa de mudanças, principalmente no campo espiritual, essa é a nossa opinião; e se mudarem, a AME não participará do evento, e orientará aos seus pastores associados que expliquem às suas igrejas o que aconteceu, se acontecer, e suas igrejas decidirão se irão a Marcha. A minha igreja se não houver as mudanças já decididas não participará”, declarou o Apóstolo Edson Mello.

 

Reunião

 

“Eu, Presidente da AME e o Apóstolo Ribeiro, Presidente da AMIPE não concordamos com a marcha nos moldes que foi feita nos últimos anos, a Marcha sempre teve a coordenação da AME, que sempre convidou e convida as demais instituições para juntarem-se em forma de unidade cristã”, completou.

 

Os vereadores Tom, Edvaldo Lima e Neinha, participaram de uma reunião com pastores na prefeitura, sem a presença da AME e AMIPE, mas não tinham ainda o conhecimento dos fatos citados pelo Apostolo Edson para a reportagem do Portal Cidade Gospel.

 

Portal Cidade Gospel- Reportagem – Denivaldo Costa.