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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 26/02/2018

Muladeiros de várias cidades mostram belos animais em encontro

Grandes, pequenos, claros, escuros. Bem arreados – selas de primeira, peitorais e rédeas brilhando. Burros de várias cidades baianas e de outros estados mostraram o que se aproxima de melhor há na raça durante o 9ª Encontro de Muares de Feira de Santana. Os conjuntos percorreram as principais ruas e avenidas do centro.

 

E os muladeiros, apaixonados pela raça, montam orgulhosamente seus animais e percorrem longas distâncias para participar destes eventos. Exibem as ditas “mulas de patrão”, aquelas de passadas macias que são montadas em eventos especiais. E o encontro de Feira de Santana é um dos maiores da Bahia – se não o maior deles.

 

Seguiram aboiadores, que estavam em um minitrio. Os burros e mulas, resultado híbrido do cruzamento de um jumento com uma égua, é uma raça com predominância nordestina, que detém 36% de todo o rebanho nacional. E a Bahia é destacada neste setor, não apenas pela quantidade destes animais, mas pela qualidade genética deles.

 

Há mais de 40 anos no ramo, Renato Alencar, de Santo Amaro, disse que criar estes animais não é uma ciência exata. “Necessariamente um animal bonito vai gerar descendentes semelhantes”, ensina. O segredo está no estudo da genealogia. “Um jumento não muito bonito pode gerar bons filhos marchadores”. Outro conselho: “não se compra mula que lhe é oferecida”. Bons animais, diz o criador, não são colocados à venda.

 

Segundo ele, entre as mulas há uma predominância baiana, mas alguns estados, como Minas Gerais, tem mais tradição na criação destes animais. O cruzamento com campolina, dizem especialistas, produz animais grandes, bonitos; com mangalarga saem animais de pista e machadeiras, e cruzamento com quarto de milha produz animais usados em vaquejada.

 

Secom