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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 04/05/2018

Muro do Instituto Goethe de Porto Alegre é pixado após protestos contra exposição de arte de rua

O muro do Instituto Goethe, em Porto Alegre, foi pixado nesta quarta-feira (2), após protestos e críticas contra uma das obras da exposição “Pixo/Grafite – realidades paralelas”. A imagem de uma cabeça decaptada, semelhante à figura de Jesus Cristo, gerou debate em postagens nas redes sociais da própria instituição de cultura alemã e do autor da obra, Rafael Augustaitiz.

 

Na terça-feira (1), a pintura já havia sido coberta por tinta. Também uma inscrição, que diz “ele ressuscitou”, apareceu no local. Já no dia seguinte, apareceu a frase “ai meu deuso” (sic), por cima das pinturas. O G1 procurou a direção do instituto, que diz estar analisando as manifestações e discutindo internamente as ações a serem tomadas. A Arquidiocese de Porto Alegre, por sua vez, repudiou a pintura. Leia as notas na íntegra abaixo.

 

Em publicação na semana passada, o instituto relatou ter recebido mensagens de ódio e ataques na internet. A exposição foi aberta no dia 22 de março.

A pintura é de autoria do artista paulista Rafael Augustaitiz e do gaúcho Amaro Abreu. O projeto, de acordo com o instituto, busca discutir modalidades de arte de rua, como o pixo, o grafite e demais manifestações. Pelo Facebook da institutição, o Instituto Goethe esclarece: “Em nenhum momento foi intenção do projeto ou do Instituto ofender sentimentos religiosos. Respeitamos todas as crenças, manifestações e liberdade de expressão”.

 

Em função do episódio, o Instituto anunciou que realizará um debate público, a fim de discutir a ligação entre arte e religião.

 

Rafael Augustaitiz relata que também tem recebido mensagens de ódio por causa da obra. “As instituições têm oprimido a imaginação e desonrado o intelecto degradando a arte, a fim de estupidificá-la”, declarou, sobre os ataques.

 

Além disso, o autor também afirma ter sido um dos autores das pixações do edifício Wilton Paes de Almeida, que pegou fogo e caiu nesta terça-feira (1), no centro de São Paulo. Ele, que costuma assinar seus trabalhos como “Pixobomb”, informa que escalou outros prédios para realizar as pixações pela capital paulista. As pixações no prédio Wilton Paes de Almeida ocorreram em 2013.

 

G1(Foto: Zete Padilha/RBS TV)