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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 17/09/2016

Na mira da CPI da Lei Rouanet, ator José de Abreu diz que convocação foi “armação” de Malafaia

37761O ator José de Abreu, petista convicto, foi convocado para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga os desvios de recursos destinados à produção de atividades culturais obtidos através da Lei Rouanet. Revoltado, culpou sua convocação à influência do pastor Silas Malafaia.

 

Zé de Abreu, como é popularmente tratado, discutiu publicamente através das redes sociais com o pastor Malafaia. De um lado, o líder evangélico criticou o desaparecimento de R$ 180 milhões que foram concedidos a produtores culturais, do outro, o artista, dizendo que Malafaia é fascista e que teria “um prazer quase sexual” de enfrentá-lo na Justiça.

 

Novamente nas redes sociais, Abreu reagiu intempestivamente quando soube que o requerimento feito pelo deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) convocando-o para depor na CPI havia sido aprovado.

 

De acordo com o jornalista Severino Motta, da coluna Radar Online, no site da revista Veja, “Abreu rasgou o verbo nas redes sociais. Disse que não precisaria de convocação para ir à CPI, somente um convite e o envio de uma passagem Paris-Brasília, uma vez que, segundo postou, mora na capital francesa”.

 

Como Sóstenes é um apadrinhado político de Malafaia, “Abreu ainda disse que a convocação é uma armação do pastor e que será usada para ‘desmoralizar esse mito de que a Lei Rouanet é uma espécie de bolsa-família para artistas’”.

 

No entanto, o deputado afirmou que a ex-mulher do ator, Camila Mosquella, que propôs o projeto da turnê “Fala, Zé”, também poderá ser convocada. Esse projeto, iniciado em 2005, teve todos os recursos captados pela Petrobras e ainda hoje está com a prestação final de contas em aberto, onze anos depois.

 

“A CPI tem recursos para fazer uma investigação se necessário até na China, vamos convocá-lo sim! Se necessário tenho convicção que até a Polícia Federal vai buscá-lo, não vamos brincar de CPI”, rebateu Sóstenes Cavalcante.

 

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