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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 19/03/2018

“Não defendo bandido, estuprador e traficante, mas não podemos punir mães, esposas e filhos dos presidiários”, afirma Edvaldo Lima

O vereador Edvaldo Lima (PP), em pronunciamento na sessão desta segunda-feira (19), na Casa da Cidadania, informou que irá reivindicar ao secretário estadual da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte, a construção de uma cobertura no Conjunto Penal de Feira de Santana para as famílias dos presidiários aguardarem com dignidade o momento das visitas.

 

“Recebi um grupo de pessoas relatando a situação vexatória que as mães, mulheres e filhos dos presos do Presídio de Feira de Santana enfrentam enquanto aguardam a hora de visitar os detentos. Não venho a esta tribuna defender criminosos, mas as famílias não têm nada a ver com os crimes que eles cometeram. Encontrei mais de 600 mulheres na fila para adentrar o presídio em pé, expostos ao sol e chuva por mais de oito horas, aguardando para conseguir fazer a visita”, relatou.

 

O vereador informou que, por intermédio do deputado estadual Carlos Geilson, será recebido em audiência pelo secretário estadual Nestor Duarte a fim de buscar solução para o problema. “Quero chamar a atenção do governador da Bahia, Rui Costa, para essa situação.

Não podemos punir mães, esposas e filhos dos presidiários. Quem tem que ser punido é quem cometeu crimes. O deputado Carlos Geilson, preocupado com a situação, marcou audiência com o secretário e iremos expor o problema e apresentar requerimento de minha autoria solicitando a construção de um abrigo para os familiares permanecerem no aguardo do momento da visita”, informou.

 

O edil parabenizou o diretor do presídio de Feira de Santana, Cap. PM Allan Silva Araújo, pelo trabalho realizado no local. “O diretor manifestou interesse em resolver o problema enfrentado pelas famílias, mas não tem autonomia para dar uma solução. Parabenizo o Capitão Alla, mas repudio essa situação”, afirmou, voltando a declarar que não defende os infratores. “Não defendo bandido. Ladrão, estuprador, traficante, enfim, o preso tem que cumprir sua pena, pagar pelo que cometeu, mas as famílias não devem ser penalizadas por isso”, concluiu.

 

 

Ascom