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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 10/12/2017

Novo presidente do Santos quer reaproximar Neymar e abrir ‘caixa preta’

Um dos projetos de José Carlos Peres, novo presidente do Santos após derrotar o favorito Modesto Roma na eleição deste sábado (9), é melhorar o relacionamento com os ídolos do clube. Peres, inclusive, já avisou que pretende reaproximar o Santos de Neymar, que foi processado pelo clube paulista na gestão de Modesto Roma.

 

“Todos os ídolos do Santos serão bem tratados, essa relação não pode ser quebrada. O que aconteceu, aconteceu, mas o ídolo continua e será ídolo do clube. Teremos as portas abertas para todos eles, sem exceção. Eles tem que sentir que o Santos é a casa deles e não dizer que vai jogar em outro time, a identificação dele (Neymar) é aqui”, afirmou Peres.

 

“A nossa relação será muito boa, será bem recebido. Entendemos que houve um problema de quando se moveu o processo, mas nunca se move contra o ídolo, mas contra o clube. Nós deveríamos ter entrado um processo contra o Barcelona e não contra o ídolo. Vamos entender onde estamos pisando”, completou.

 
Além de contrariar Modesto Roma em relação ao relacionamento com Neymar e sua família, Peres promete investigar contas e contratos firmados pela diretoria do agora ex-presidente santista, uma espécie de “caixa preta”. A nova diretoria já contratou uma empresa para realizar uma auditoria no clube. Eles acreditam que a dívida do Santos chega a R$ 500 milhões.

 

URNAS SUSPEITAS

 

Peres desbancou Modesto Roma em uma eleição marcada por polêmicas. Peres recebeu 1.851 votos, contra 1.661 de Modesto e Andres Rueda (empatados), enquanto Nabil Khaznadar ficou em último com 495 votos.

 

As urnas 9 e 10 causaram muita polêmica e associados esperaram mais de seis horas para votar. Após as 18h, quando terminou o período de votação, os associados que estavam na fila da urna 10 permaneceram no ginásio.

 

Isso porque as chapas de oposição conseguiram junto ao Conselho Deliberativo que o processo eleitoral fosse realizado com urnas segmentadas em ordem numérica, em vez da ordem alfabética, usualmente utilizada. A ideia dos oposicionistas era identificar numa espécie de urnas separadas os “sócios suspeitos” de 2016.

 

A suspeita se baseia em reportagem da ESPN, que aponta que o clube recebeu mais de dois mil associados entre novembro e dezembro daquele ano, período próximo do limite estabelecido para que possam ser eleitores no pleito alvinegro.

 

Se não bastasse, um grupo de cerca de 10 chineses chegou a entrar na fila para votar em Modesto Roma Júnior na eleição presidencial do Santos, mas a oposição impediu que isso ocorresse. O caso aconteceu em São Paulo, na sede da Federação Paulista de Futebol.

 

“Nós vamos investigar, vencendo ou não a eleição. Tinha de 8 a 10 chineses na fila pra votar. Eles foram apertados por todas as chapas de oposição e responderam: vou votar no amarelo, meu patrão mandou votar”, relatou José Carlos Peres, antes de vencer o pleito.
Com informações da Folhapress.