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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 07/06/2017

Padre que abusou de garoto com deficiência pega 15 anos de prisão

O padre Fabiano Santos Gonzaga, de 29 anos, foi condenado nesta segunda-feira (5) a 15 anos de prisão em regime fechado. Ele foi preso em flagrante em junho do ano passado por abusar sexualmente de um adolescente com deficiência, que tem 14 anos e idade mental entre 7 e 9 anos, em uma sauna de Caldas Novas, em Goiás.

 

Fabiano foi enquadrado no artigo 217 do Código Penal por “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos”. O fato da vítima ser portadora de deficiência agravou a situação, pois não tem discernimento para a prática do ato sexual e não poderia oferecer resistência.

 

A mãe do adolescente, que não quis ser identificada, contou à Veja que o “filho começou a ter problemas na escola após esse abuso” e ela enfrentou problemas emocionais, que a impediram de andar por quase um ano. “Posso afirmar que estou aliviada”, completou.

 

Fabiano teria entrado na sauna e se sentando em um banco de frente para o menino, ao lado de uma cascata de água. Quando um outro homem que estava no local saiu, o sacerdote se sentou ao lado da vítima, puxou conversa e, em seguida, beijou-o na boca e segurou seu pênis. O adolescente ainda tentou fugir, mas Fabiano impediu. O padre teria bloqueado a porta, abaixado a sunga e dito que ele só sairia se fizesse sexo oral. O menino obedeceu.

 

A defesa de Fabiano tentou vários artifícios, como apresentar provas falsas. A advogada Lorena Paixão fez fotos da sauna após uma reforma e, assim, tentou descaracterizar o depoimento do menino. A juíza Valeska da Silva Baruki levou essa tese em consideração por semanas, até que a delegada que conduziu o inquérito, Sabrina Leles Miranda, conseguiu imagens da sauna feitas antes da reforma.

 

Já na fase final do processo, a advogada chegou a ser denunciada na OAB-GO por ter pego o processo no fórum, levado para casa e passado do prazo para devolvê-lo. Lorena chegou a dizer que o padre estava sendo “massacrado” pela juíza por ter pele a negra. “Se condenarem ele, estarão cometendo a maior injustiça do mundo”, disse a advogada antes da sentença ser proferida.

 

Fabiano jurou inocência, alegando que o transtorno mental da vítima fez com que ela inventasse toda a história. A juíza levou em conta divergências no depoimento do padre para a condenação.

 

O próximo passo é fazer com que o Fabiano perca a batina e todos os benefícios pagos pela igreja, como um salário mensal de R$ 1200. A Igreja Católica já decretou que o padre não exerça as suas funções sacerdotais, mas ele ainda faz parte do quadro eclesiástico da Paróquia de Frutal (MG).

 

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