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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 03/03/2015

Pastor é investigado por arrastar cão até a morte no MA

download (1)Moradores da cidade de São Mateus do Maranhão (MA) divulgaram um vídeo onde um cachorro é arrastado por uma motocicleta pilotada por um suposto pastor.

 

O animal foi arrastado por uma corda amarrada na moto e acabou morrendo. As cenas revoltaram os defensores dos animais e todos os internautas que assistiram ao vídeo e ouviram os gritos desesperados do animal.

 

O piloto da moto se apresentou como pastor da Assembleia de Deus da cidade cujo primeiro nome é Petrúcio. O segundo homem que estava na moto é o filho dele, um jovem de 18 anos.

 
Ao serem identificados e levados para a delegacia, os acusados explicaram que mataram o cachorro porque o animal estava doente. “Eles já foram ouvidos e disseram que o cachorro estaria agonizando, com raiva e poderia morder as pessoas”, disse o delegado do caso, Marcos Amorim.

 

As investigações apontam que o cachorro foi arrastado por cerca de 300 metros até a BR-135 onde foi deixado sem vida. “A ideia era tirar de perto da casa dele. Só que, se ele quisesse fazer isso, teria de usar outros meios, não aquele”, completou o delegado.

 

Apesar de estarrecedor, o crime não gera inquérito e assim que foram ouvidos pela polícia os dois homens foram liberados. “Esse crime está previsto como de menor potencial ofensivo, não há inquérito. É feito esse TCO, que é remetido à Justiça. Os responsáveis foram liberados e assinaram um termo garantindo que vão comparecer aos atos processuais.”

 

A lei 9.605/98 prevê, no artigo 32, que quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais” pode ser condenado de três meses a um ano de prisão, pena que pode ser aumentada em até um terço caso a violência resulte em morte, como aconteceu nesse caso.

 

O delegado teve informações de que o pastor foi afastado da igreja e que está sofrendo a consequência de seus atos. Já os vizinhos dão testemunho contra o religioso, dizendo que ele e o filho são conhecidos como pessoas violentas e que até ameaçaram quem divulgou o vídeo na internet.

 

Com informações UOL