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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 11/05/2017

Pastor é torturado todos os dias em prisão paquistanesa

A esposa de Zafar Bhatti, pastor que foi condenado à prisão perpétua na semana passada no Paquistão denuncia que seu marido está sendo torturado todos os dias. Devido às duras leis antiblasfêmia do país, o líder cristão não tem possibilidade de recorrer das acusações, que se resumem ao fato de ele pregar sobre outro Deus que não Allah.

 

“Já houve repetidas tentativas de matar o meu marido. Ele é intimidado todos os dias e não está a salvo dos outros detentos e funcionários da prisão. A cada dia eu me preocupo mais, pois tenho medo de receber a notícia de que ele morreu”, desabafa Nawab Bibi, de 65 anos.

 

Ela disse que ora por ele todos os dias e “quando vou visitá-lo, choramos juntos e oramos, buscando a intervenção de Deus. Eu sei que Deus vai libertá-lo um dia, mas peço que os cristãos em todo o mundo orem por ele e peçam que seus governos o ajudem”, acrescentou.

 

Segundo ela relata, a igreja liderada pelo marido cresceu muito, apesar de “muitos muçulmanos” conspirarem contra o seu ministério. “Gostaria que nossos perseguidores entendessem que os cristãos não são criaturas malignas. Somos seres humanos criados por Deus, o mesmo Deus que os criou, embora eles ainda não saibam disso”, lembrou.

 

Organizações cristãos estão arrecadando dinheiro para ajudar Bibi na luta pela liberdade de seu marido. Os filhos do casal foram forçados a ir morar com os avós da esposa, já que ela não tem condições de sustentá-los.

 

O pastor Bhatti está na cadeia central de Adiala desde 2012. Ele foi condenado após acusações falsas de ter enviado mensagens de texto “blasfemas” de seu telefone celular. Contudo, nada foi provado.

 

Seu caso é só mais um de líderes cristãos que são detidos pelo governo por não seguirem a religião oficial do país, o islamismo. Nos tribunais do Paquistão, a palavra de um cristão não é sequer considerada.

 

Segundo relatos, Bhatti enfrentou uma série de atentados contra sua vida na prisão, incluindo um envenenamento em 31 de março de 2013, o que o deixou em estado crítico, com sangramentos pelo nariz e pela boca.

 

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