Destaques

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 27/06/2015

Pessoas confiam cada vez menos nas igrejas, e fiéis doam cada vez mais, diz pesquisa

Church - Donation Box

Church – Donation Box

Os seguidos escândalos no meio cristão vêm manchando a reputação das igrejas de acordo com uma pesquisa recente, mas em contrapartida, as doações feitas por fiéis aumentaram nos últimos anos.

 

Uma pesquisa realizada com igrejas evangélicas nos Estados Unidos, pelo instituto Giving USA averiguou que, em 2014, os fiéis doaram o equivalente a US$ 114,9 bilhões em dízimos e ofertas, o que representa um terço do total doado pelos norte-americanos.

 

De acordo com informações do Christianity Today, mais de US$ 11 bilhões foram doados somente às igrejas da Convenção Batista do Sul, a maior denominação protestante do país. Esse valor é considerado o triplo do que foi doado à maior instituição de caridade da América, a United Way.

 

Esse cenário mostra uma situação curiosa, pois o Instituto Gallup, um dos mais conceituados nos Estados Unidos, mostra que apenas 42% dos norte-americanos confiam nas igrejas e outros grupos religiosos.

 

Em pesquisas anteriores, esse índice era superior a 55%, e há três anos, o percentual de pessoas que olhavam para as igrejas com confiança era de 44%.

 

A pesquisa questionou os cidadãos sobre outras instituições e descobriu que os militares têm a confiança de 72% da população, enquanto 67% disse confiar nas pequenas empresas e 52%, na polícia, em geral.

 

Mesmo com as constantes quedas na avaliação popular, as igrejas ainda são uma instituição de prestígio, ficando em quarto lugar e à frente da comunidade médica, que tem a confiança de 37% das pessoas, os bancos, 28%, e o Congresso do país, com apenas 8%.

 

O Conselho Evangélico de Contabilidade Financeira (ECFA, na sigla em inglês) anunciou que os resultados preliminares das doações está sendo “muito positivos” em 2015, e que em 2014, as doações feitas pelas mais de 600 igrejas ligadas à entidade para a caridade subiram 5,9%, o que representou um aumento líquido de receita de 4,2%.