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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 30/11/2017

“Precisamos que seja de janeiro a dezembro”, diz dirigente de cultura afro-brasileira sobre luta contra o preconceito

“Precisamos avançar mais. Precisamos que seja de janeiro a dezembro e não somente com o Novembro Negro. Não queremos só a tolerância religiosa mas sim o respeito”. É um apelo, mas também uma advertência, da presidente da Federação de Cultura Afro-Brasileiro em Feira de Santana, Vicente Silva Santos.

 

Ele deu essa declaração em discurso durante o Seminário Novembro Negro, realizado no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, nesta terça-feira, 28, por iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso). “É um momento como ímpar para a sociedade feirense”, afirmou, sobre a ampla programação realizada este mês na cidade.

 

A plateia lotou o auditório. Entre os presentes, o prefeito José Ronaldo e o secretário Ildes Ferreira, de Desenvolvimento Social. Também integraram a mesa de honra a representante do Conselho da Igualdade Racial, Geovana Ferreira da Silva; o representante da Secretaria Municipal de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos (Seprev), Jucemir Araújo; a representante dos agentes comunitários de saúde, Vânia Lúcia Barbosa Pereira; e a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Maria Gorete.“Quem é racista, vive com ódio! não ama nem a si próprio”, afirma José Ronaldo

 

“O racista não tem nenhum pingo de amor no coração. Quem é racista, vive com ódio! Não ama nem a si próprio”, disse o prefeito José Ronaldo de Carvalho, durante o Seminário Novembro Negro, nesta terça, 28. Ele assegurou o empenho do Governo Municipal para a garantia de direitos e efetivar as ações de erradicação de qualquer tipo de discriminação, seja racial, sexual ou religiosa, dentre outras, em Feira de Santana.

 

Em discurso na abertura do seminário, diante de uma plateia que lotou o auditório, o prefeito lamentou profundamente a existência de discriminação racista em pleno século XXI. “Nunca pensei que chegasse a idade que cheguei e ainda encontrasse pessoas com preconceito e racismo”, criticou.

 

Comunga do mesmo pensamento o secretário da Sedeso, Ildes Ferreira. “A gente vive momento bastante complicado. Cresce a intolerância religiosa, racial e sexual no mundo todo. Este é um momento de reflexão, de como a gente pode se fortalecer nesta luta”, frisou, ao lembrar que Feira de Santana é destaque no cenário nacional no combate ao racismo, com a promoção de políticas públicas promovidas pelo Governo Municipal.

 

Faraildes: combate durante todo o ano

 

A chefe da Divisão a Igualdade Racial, Faraildes Ribeiro dos Santos, convocou a população feirense para se unir nesta luta de combate a discriminação racial, sexual ou religiosa, lembrando que as ações não se resumem somente ao Novembro Negro. Observou que a Sedeso intensifica o combate ao preconceito durante todo o ano.

 

Já o diretor do Departamento da Igualdade de Gênero, Racial e Juventude da Sedeso, Gilenaldo Santos, observou a importância da iniciativa. “São políticas de enfrentamento que precisam chegar cada vez mais nas discussões. Estamos promovendo a luta de enfrentamento a todo tipo de violência”.

 

“Processo de quase 500 anos é complicado eliminar”

 

Coordenadora de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi e coordenadora da Comissão Gestora de Política de Empreendedorismo de Negros e Mulheres, Dandara Lopes proferiu palestra sobre “A Igualdade Racial e o Empreendedorismo Negro”. “É complicado querer eliminar o racismo de um processo de quase 500 anos no país”, pontuou, ao ressaltar a importância de intensificar as ações de combate ao racismo no Brasil.

 

PERSONAGEM

 

A pró-reitora de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Ana Maria Carvalho Santos, comemorou os 10 anos de implantação do sistema de cotas para negros nesta universidade.

 

 

Secom