Destaques

Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 17/11/2017

Prefeitura obriga igreja a interromper projeto social que doava refeições a moradores de rua

Uma igreja que desenvolve há anos um projeto social junto a moradores de rua, oferecendo refeições quentes, foi notificada pela prefeitura local de que deverá interromper a iniciativa pois estaria incentivando moradores de rua a migrarem para a cidade.

 

A Igreja Metodista Unida na cidade de Malibu, Califórnia (EUA) foi procurada pelas autoridades municipais para interromper o trabalho de alimentação de moradores de rua que é realizado desde 2014, todas as quartas-feiras.

 

“Muito sucintamente, eles alegaram que estamos ‘aumentando o número de moradores de rua’”, afirmou Dawn Randall, um dos voluntários da Igreja Metodista Unida, em entrevista à CBS Los Angeles.

 

Atualmente, a denominação tem capacidade para atender 100 pessoas, com refeições preparadas no dia. “É um lugar seguro para nós”, disse Michah Johnson, um dos beneficiários do projeto social. “Todos são bem-vindos, e a comida é realmente boa. É caseira. E a TLC (serviço de assistência social) está envolvida nisso”, prosseguiu.

 

“A igreja é muito útil. Eles mantêm meu espírito elevado. Eles me fazem sentir mais responsável. Quando você é sem-teto, é muito fácil perambular por aí e ficar cansado”, acrescentou Johnson.

 

A primeira abordagem da prefeitura foi através de um e-mail enviado à igreja. Depois, durante uma reunião na última segunda-feira, 13 de novembro, a prefeitura “convidou” a denominação a interromper o projeto social na próxima quinta-feira, 23 de novembro, Dia de Ação de Graças.

 

“Eu creio que muitos deles buscam comida nas latas de lixo, quando não estão comendo conosco”, disse Kay Gabbard, que também trabalha com a Igreja Metodista Unida. “Não podemos fingir que [os moradores de rua] não existem em nossa cidade. Não podemos fingir que eles existe apenas fora de Malibu”, acrescentou.

 

A emissora de TV CBS Los Angeles procurou o prefeito de Malibu para obter uma declaração sobre o caso, mas a prefeitura não se pronunciou sobre a situação.

 

Gospel +