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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 22/03/2018

Procurador alerta contra campanha na igreja e diz que utilizar o púlpito para pedir votos é crime eleitoral

Eleições se aproximando esse ano, uma das práticas mais observadas e combatidas no meio religioso é a utilização da igreja para promover candidatos, não apenas através dos púlpitos, mas de eventos associados à atividade política nas dependências dos templos.

 

Às regras contra o abuso de poder religioso durante campanhas eleitorais valem para todas às instituições religiosas. Neste sentido, o Procurador Regional Eleitoral, Dr. Marcos Nassar, explica que “não se pode distribuir panfletos no templo, não se pode usar o púlpito para pedir votos, não pode nada daquilo que configure propaganda”, disse o Procurador, segundo informações do Mídiamax.

 

“Se o líder religioso, pastor, padre, utiliza o púlpito para fazer propaganda, isso é um ilícito eleitoral. Cabe a aplicação de multa, e dependendo da repetição de condutas, isso pode ser configurado como abuso de poder religioso”, disse o Procurador, explicando que se o templo religioso for utilizado para campanha, as consequências da violação vai além, podendo acarretar a “cassação do registro eleitoral e inelegibilidade dos envolvidos por oito anos”, disse ele.

 

Entretanto, há muita dificuldade de fiscalizar o cumprimento dessas regras. Primeiro, porque falta esclarecimento da população quanto a isso. Em segundo, porque alguns políticos agem de forma implícita, promovendo o seu nome, porém, de modo indireto.

 

O Procurador também explicou que não se trata de impedir que a igreja tenha consciência política, ou que seus líderes não possam se envolver nessas questões, mas apenas que o templo e cerimônias religiosas não podem ser utilizados para essa finalidade

 

“O líder religioso ele não deixa de ser cidadão. Então, não usando o púlpito na igreja, fazendo a propaganda nas relações dele, não há crime”, disse Nassar, explicando também que políticos podem participar de cerimônias religiosas como qualquer outra pessoa, desde que não a utilize para promoção pessoal, e que pastores, padres e outros líderes também podem se candidatar, respeitando às mesmas regras.

 

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