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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 27/06/2014

Professores gastam 20% do tempo de aula para disciplinar estudantes, aponta pesquisa

cUma pesquisa internacional sobre ensino e aprendizagem intitulada Talis, coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aponta que docentes brasileiros gastam, em média, um quinto do tempo de aula para manter o bom comportamento dos estudantes: a cada cinco minutos de ensino, um é dedicado à medida disciplinar.

 

Os dados da pesquisa são de 2013 e informam também que o desempenho do Brasil (20%) foi o pior em relação aos outros 30 países participantes – a média geral foi de 13%. Quanto ao percentual de tempo dedicado, efetivamente, à educação, o levantamento aponta que no Brasil é de 67%, enquanto que a média internacional é 79%. Ainda de acordo com o estudo, 12% do período de cada aula no Brasil é utilizado pelo professor para lidar com questões administrativas, como o controle de presença, enquanto que a média de tempo gasto com a administração da aula nos países participantes é de 8%.

 

Preocupada com as informações, a deputada estadual Graça Pimenta (PMDB) reforça a necessidade de se instituir uma política de promoção da aprendizagem no âmbito da rede estadual de educação, tema do projeto nº 20.177/2013 apresentado pela mesma na Assembleia Legislativa (AL). “Os dados apresentados pela pesquisa demonstram a necessidade urgente de adotar medidas eficazes no que diz respeito ao aprendizado dos nossos estudantes. Muitas vezes a indisciplina deles é ocasionada por transtornos de aprendizagem como dislexia, distúrbios de aprendizagem relacionados à visão, disgrafia, discalculia e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade – desconhecidos e, em sua maioria, de identificação e tratamento simples”, explica a parlamentar.

 

Graça Pimenta acrescenta: “Os professores precisam aproveitar o tempo de aula para ensinar aos alunos, educá-los para que se tornem futuros profissionais do mercado de trabalho, bem como contribuir para a redução da taxa de analfabetismo, e não para discipliná-los, seja por rebeldia, desrespeito ou problemas de um sistema educacional que não prepara os professores para identificar as limitações específicas e individuais dos seus estudantes”.

 

O projeto de autoria da parlamentar visa instituir, no âmbito das redes estaduais de saúde e de educação no Estado da Bahia, a Política de Promoção da Aprendizagem, com a finalidade de contribuir para a promoção da aprendizagem dos alunos da rede estadual de educação por meio de identificação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos alunos com distúrbios de aprendizagem e déficits visuais e auditivos.

 

Para conhecer mais sobre esta proposição, acesse http://www.gracapimenta.com.br/noticias.php?id=1579#conteudo.