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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 27/02/2018

Programa de TV – Cantor português é acusado de plagiar música de bispo brasileiro

Uma música de autoria do bispo Walter McCallister teria sido usada como base para a composição de uma nova canção pelo artista português Diogo Piçarra. A descoberta da semelhança entre as duas gerou uma enorme polêmica e acusação de plágio ao cantor luso.

 

Diogo Piçarra é um dos concorrentes ao reality show musical Festival da Canção, um popular programa de TV em Portugal, nos moldes do The Voice. No último domingo, 25 de fevereiro, ele se apresentou em uma das fases da competição e interpretou a música Canção do Fim, que foi registrada como sendo de sua autoria.

 

No entanto, telespectadores e internautas notaram as semelhanças com a música Abre os Meus Olhos, composta pelo então pastor brasileiro Walter McCalister Jr e lançada em 1986 no álbum “Cânticos do Reino Vol. II”. McCalister Jr atualmente é bispo na Igreja Cristã Nova Vida.

 

Diante da polêmica, Piçarra se defendeu das acusações com uma publicação nas redes sociais: “A simplicidade tem destas coisas e só quem não cria arte é que nunca estará nesta posição. Faz parte da vida de um compositor e é algo que todos nós iremos ‘sofrer’ a vida toda. A ideia para a Canção do Fim surgiu em 2016, juntamente com muitas outras do meu mais recente disco ‘do=s’. Mantive-a guardada por achar algo especial, no entanto, a sua simplicidade e a sua progressão de acordes não é algo que não tenha sido inventado, tal como tudo na música”, introduziu.

 

“E é engraçado como a vida tem destas coisas, coincidência divina ou não, e perceber que a Internet é o verdadeiro juíz dos tempos modernos. Aclama mas também destrói. A minha consciência está tranquila na medida em que eu próprio sou quem está mais surpreendido no meio disto tudo: nasci em 1990, não sou crente nem religioso, e agora descobrir que uma música evangélica de 1979 da Igreja Universal do Reino de Deus (sic) se assemelha a algo que tu criaste, é algo espantoso e no mínimo irônico. Desconhecia por completo o tema e continuarei a defender a minha música por acreditar que foi criada sem segundas intenções”, argumentou.

 

“Como disse, a simplicidade tem destas coisas, e as melodias na música não são ilimitadas. Nunca participaria num concurso nacional com a consciência de que estava a plagiar uma música da Igreja Universal (sic). Teria agarrado na guitarra e feito outra coisa qualquer”, ponderou. “Afinal as pessoas ‘quando olham, vêem tudo’, no entanto, só o lado mau que procuram destruir. Mas, infelizmente, informo que isso nunca acontecerá. Obrigado a esta família gigante que me apoia sempre”, concluiu.

 

A associação que Piçarra faz em seu texto entre igreja evangélica e a Igreja Universal do Reino de Deus é resultado da presença maciça da denominação do bispo Edir Macedo em Portugal, e demonstra também uma completa ignorância sobre o complexo espcectro formado pelas igrejas evangélicas brasileiras.

 

 

 

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