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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 18/06/2018

Programa Zorra ilustra pastores como desonestos e apoia cobrança de impostos a igrejas

A Globo abandonou o humor popular, descrito agora como “politicamente incorreto”, e passou a centralizar as piadas do Zorra Total em evangélicos e políticos corruptos. No último final de semana, o programa mostrou um personagem que preferia não ser exorcizado para não ter problemas com a declaração do Imposto de Renda.

 

O episódio mostra o ator Welder Rodrigues – que constantemente surge na pele de um pastor pentecostal – orando pela libertação de um frequentador da igreja, interpretado por Luis Miranda, que estaria sob possessão maligna. O esquete descreveu o pastor como avarento e sonegador de impostos.

 

A cena gira em torno do pedido de dízimo após a oração de libertação, e o fiel, constrangido, pede um recibo para facilitar a declaração do Imposto de Renda. O pastor se mostra confuso, e o rapaz explica que já que o exorcismo foi cobrado, ele precisava justificar à Receita Federal.

 

O pastor, então, diz que não poderia emitir recibo, e o rapaz pede que o demônio seja devolvido, pois “se o senhor não paga imposto, eu pago”. O diálogo sutilmente faz apologia ao conceito de Estado ateu, ou laicista, em que as igrejas e demais templos religiosos são obrigadas a pagar imposto sobre as ofertas e dízimos.

 

Como se não bastasse a completa distorção, a zombaria chega ao ponto de mostrar o “pastor” ordenando que o espírito maligno voltasse ao corpo do rapaz. Na cena, ao fundo era possível observar que no momento da possessão, um frequentador da congregação fictícia simula o “reteté” das igrejas pentecostais.

 
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