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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 15/08/2016

Proibida de expor versículo bíblico sobre sua mesa, militar cristã perde causa em tribunal

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Uma fuzileira naval que havia apelado para a corte marcial de sua base, depois de recusar a retirar um versículo bíblico de sua mesa, acabou tendo sua apelação recusada por um tribunal federal militar nesta semana.

 

A decisão sobre o caso da oficial cristã Monifa Sterling disse que a ordem de seus superiores – para que ela tirasse o versículo de sua mesa de trabalho – não era um “fardo substancial” [ameaça] aos seus direitos, assegurados pela Primeira Emenda da Constituição Americana (liberdade de expressão).

 

“Rejeitamos o argumento de que toda a interferência tenha sido a um ato de motivação religiosa constitui um fardo substancial sobre o exercício da religião”, disse a Corte de Apelações para as Forças Armadas, o mais alto tribunal militar, em uma decisão de 4 votos a 1.

 

“Neste caso, o registro não aborda claramente se a conduta (de Sterling) foi motivada por uma ‘crença religiosa’ ou por animosidade contra seus superiores no comando”, acrescentou. “As ordens militares são baseadas na legalidade e são desobedecidas pelo subordinado”.

 

Mas a defesa de Sterling disse que a decisão foi tomada equivocadamente.

 

“Isso é absolutamente escandaloso”, disse Kelly Shackelford, presidente do Instituto ‘First Liberty’ – especializado na defesa dos direitos civis.

 

“Alguns juízes decidiram que poderiam privar uma fuzileira naval dos seus direitos constitucionais, apenas porque eles não acham que suas crenças são suficientemente importantes para serem preservadas”, acrescentou.

 

O versículo que acabou gerando tanta polêmica fazia menção a um trecho de Isaías 54:17, que diz: “Nenhuma arma formada contra mim progredirá”.

 

Ela se recusou a removê o versículo, quando foi solicitada a fazê-lo. Seu comandante, em seguida, jogou fora o versículo, mas ela o colocou novamente em sua mesa de trabalho.

 

Após a corte marcial rejeitar sua apelação, ela foi reduzida a um posto privado e penalizada por “má conduta”. Mais tarde, ela acabou deixando o serviço.

 

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO DAILY MAIL