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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 24/03/2016

Queria sair de forma digna’, diz Jô Soares sobre o fim do seu programa

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A nova temporada do ‘Programa do Jô’, da Rede Globo, estreia na próxima segunda-feira (28) em tom de despedida. A atração vai deixar a grade da emissora de forma definitiva em dezembro deste ano. Há 28 anos à frente de talk-shows, Jô Soares evita falar sobre o que vai fazer a partir do ano que vem e afirma que quer encerrar sua participação de forma digna.

 
“Há dois anos, ao renovar meu contrato, conversei com a emissora e concluímos: ‘Vamos ter que marcar uma data para encerrar o programa’. Achamos que dois anos seria o tempo ideal para não correr o perigo do desgaste. Queria sair de forma digna e não de maneira melancólica. Prefiro deixar saudade do que incômodo. As pessoas falam com carinho até hoje do “Viva o Gordo” (1981-1987), do “Planeta dos homens” (1976-1982), do “Faça humor, não faça guerra” (1970-1973). Quero isso para o “Programa do Jô”, disse ele em entrevista ao O Globo.

 

 

Questionado sobre o balanço que faz depois de 28 anos de programas, Jô comemora ter entrevistado grandes personalidades, e lembra da participação da presidente Dilma Rousseff. “É quase impossível fazer um balanço. Entrevistei personalidades como Fernando Henrique Cardoso, Dom Helder Câmara… Lula foi 13 vezes ao programa, a última às vésperas das eleições. Teve aquela entrevista com a Dilma que causou a maior celeuma (em junho do ano passado). Até o Collor eu entrevistei antes de ele ser presidente. Depois ele que não quis ir mais”, lembrou o apresentador.

 

 
Na última fase do programa, Jô promete falar mais sobre a vida política do país e tentar trazer as pessoas que contra e a favor do impeachment. Ele adianta que entre a lista de convidados está o escritor Ziraldo e músico Chico Buarque.

 

 
“Vou voltar quente. A situação política do país vai pautar entrevistas. O Brasil passa por uma crise imensa. Nem na época do Collor foi tão grave. E vou trazer ainda convidados que fizeram a história do programa. A única reforma por que passamos foi a diminuição de um bloco de entrevistas nos últimos dois anos. São 28 anos no ar. Quando chegarmos ao fim, serão 15 mil entrevistas”, explica Jô.

 

 
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