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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 08/12/2014

Ronda faz teste e alerta contra aids

8122014150617M., dona de casa e casada, disse que fez o exame rápido que detecta a presença do vírus HIV no organismo pela primeira vez. H. revelou que sempre o faz. J., comentou que mesmo com medo, resolveu conhecer a situação do seu organismo. O trio e muitas outras pessoas participaram da “Ronda de Testagem”, realizada na Policlínica do Parque Ipê, dentro do “Dezembro Vermelho”, que tem como objetivo não apenas fazer o teste, mas alertar homens e mulheres sobre sexo seguro e os efeitos do vírus no organismo. A iniciativa é da Prefeitura de Feira de Santana por meio do Programa Municipal DST/HIV/AIDS.
Os testes começaram a ser oferecidos no dia 1º de dezembro, quando é comemorado o Dia Mundial de Luta contra a Aids, no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Leda, com a participação de 68 pessoas. No dia 4, os exames foram feitos na policlínica do Tomba, com 89 solicitações – um teste deu positivo para o HIV (sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana), que provoca a aids. No dia 11, na unidade de Humildes, dia 12, na Rua Nova, dia 18, na policlínica do Feira X, dia 19 na UPA 24 da Mangabeira e no dia 22 na policlínica do George Américo.

 

O exame pode descobrir a AIDS I e a II – este segundo caso é raro, porém mais agressivo. Basta uma gota de sangue, que é recolhida pelo capilar e colocado no ponto de leitura do cassete, que formam o kit, para fazer o teste. Se na tela aparecer dois ou mais riscos, o paciente desenvolve anticorpos contra a doença. “Em caso positivo o paciente é encaminhado para o Centro de Aconselhamento, onde outros exames são realizados e ele começa a ser tratado contra a doença”, disse a enfermeira Emanuele Jacobina, que trabalha no programa DST/HIV/aids.

 

M. disse que mesmo estando numa relação estável vê necessidade de fazer o exame. “A gente tem que fazer este tipo de teste porque não sabe o que o marido está fazendo”. H. revelou que nem sempre usa preservativo nas suas relações sexuais. “Daí a necessidade de fazer o teste periodicamente”. J. é outro que não é todas as vezes que se protege – ou protege os outros. “A gente sabe que deve usar o preservativo, mas nem sempre o usa. A irresponsabilidade é grande”. Mesmo afirmando que não estão nutrindo algum medo, os seus semblantes, fechados, dizem justamente o contrário. Depois dos resultados, esboçaram largos sorrisos.