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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 23/03/2017

Seguranças da Universal são suspeitos de assassinarem fiel em megatemplo da igreja

Um caso repleto de mistérios tem intrigado investigadores da Polícia Civil paulistana, após seguranças da Igreja Universal do Reino de Deus terem serem suspeitos de assassinarem fiél em um megatemplo da da igreja. O episódio aconteceu no final do ano passado, mas esta semana ganhou um novo capítulo com a transferência do inquérito para o departamento de homicídios.

 

Tudo aconteceu quando um homem chamado Ronaldo Bispo dos Santos, de 48 anos, que segundo os familiares não é membro da Igreja Universal, decidiu procurar sua esposa, Maria do Campo Conceição, no Templo da Fé de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, considerado o terceiro maior templo da capital, com capacidade para 6.000 pessoas. Os dois se desencontraram e Ronaldo se dirigiu para o estacionamento.

 

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, após tempo aguardando a esposa até o final do culto, Ronaldo pediu a um dos seguranças para ir ao banheiro. Nesse momento, porém, o segurança teria o agredido sem qualquer justificativa, acompanhado depois por mais dois homens, ainda no estacionamento do templo. Socorrido para o hospital e ainda consciente, a vítima deu detalhes aos parentes:

 

“Ele me disse que levou muitos chutes. Chutaram muito a cabeça dele. Ele disse que foram três seguranças, que ainda pediu socorro para dois pastores, mas eles negaram socorro”, disse Rosely de Pádua dos Santos, (68), a mãe de Ronaldo.

 

Ronaldo Bispo dos Santos não resistiu aos ferimentos e morreu quatro dias depois das agressões. A perícia constatou diversos traumas, na cabeça, pulmão e ruptura da alça intestinal.

 

Apesar das suspeitas com base no relato da vítima, os autores do crime ainda não foram identificados. A Polícia alega que a maior dificuldade é a falta de imagens das câmeras de segurança no local da agressão, que segundo a Igreja Universal estavam inoperantes no momento, devido à manutenção. Já foram ouvidas 13 pessoas, entre familiares, membros da equipe de segurança e responsáveis pela administração do templo, mas todos negaram participação no crime.

 

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