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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 08/07/2015

Servidores farão protesto por causa de transtornos de obras no Fórum

26224-2A reforma do Fórum Filinto Bastos em Feira de Santana tem causado uma série de transtornos tanto para quem trabalha como para quem precisa frequentar o prédio. Iniciada em dezembro do ano passado, a obra causa problemas na rotina dos servidores do Fórum. Episódios de incidentes como alagamentos, quedas de energia, queda de reboco, são corriqueiramente relatados pelos servidores, sem falar no incômodo com a poeira e o barulho.

 

Uma manifestação está marcada para o dia 8 de julho, organizada pelo Sinpojud, o sindicato dos trabalhadores do Judiciário. Eles vão paralisar as atividades e pretendem não deixar ninguém entrar no prédio do Fórum, para chamar a atenção sobre a situação.

 

Antônia, servidora da 2ª Vara Cível, reclama que desde o início das obras, sua saúde não tem sido a mesma. “Vivemos gripados, a poeira incomoda muito, o barulho não nos deixa trabalhar tranquilos, a situação aqui está insuportável”, define. Ela conta que na semana passada, houve um grande vazamento de água pelo teto, que inundou a sala da 2ª Vara.

 

Transitar pelo Fórum se tornou difícil e até perigoso. Os trabalhadores da obra estão por todo lado, furando paredes, criando uma imensa névoa de poeira, causando sujeira, barulho, deixando as pessoas com receio de entrar. Duane Dantas, 19 anos, aguardava na porta, pela hora da audiência. “Eu já estive lá em cima para ver a hora direitinho mas voltei para a porta para esperar. Meu pé já está todo branco de poeira e não tem a menor condição de ficar aí dentro respirando esse pó”, afirma.

 

Para o assessor de magistrado da 2ª vara cível, Daniel Malta, a reforma causa um prejuízo no trabalho desenvolvido dentro do Fórum, que é altamente intelectual. “Nós trabalhamos com uma necessidade grande de concentração, fora que por diversas vezes a nossa estrutura é prejudicada com a interrupção da internet, a falta de energia, sem dizer do barulho, da poeira. Tudo tem contribuído para prejudicar o andamento dos serviços”, reflete.

 

Daniel acrescenta que os servidores querem maior clareza sobre os gastos com a obra, que são em torno de R$ 8 milhões de reais. “Quando a Justiça anunciou a reforma, os juízes foram informados mas nenhum servidor recebeu satisfação sobre como seria gasta esta verba. Além do que nenhum servidor foi ouvido sobre suas necessidades, e até sobre como seria conviver com a reforma, como seria possível trabalhar paralelamente “, critica.

 

Procuramos a administração do Fórum, mas a informação recebida foi de que o servidor Antonio Ferreira está de licença. O vice administrador, Rubem, também não foi encontrado. Sem sucesso foi também a procura pelo engenheiro responsável da obra, André Leal, que não se encontrava no local e não atendeu a nenhuma das nossas ligações.

 

O prazo para que a obra seja concluída é de 13 meses. O prédio que tem 7,2 mil metros quadrados de área construída e em 2014 completou 50 anos de construção, sofreu ao longo deste período intervenções e ampliação com a construção de um anexo de quatro andares.

 

Tribuna Feirense