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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 30/03/2017

STF funciona como “agência de morte” ao tentar legalizar aborto, afirma Lucena

O deputado federal Roberto de Lucena (PV/SP) foi um dos poucos membros da bancada evangélica a se posicionar claramente após a tentativa do PSOL em legalizar o aborto no Brasil.

 

Usando o Supremo Tribunal Federal (STF) para ajuizar uma ação, os socialistas conseguiram que a ministra Rosa Weber, exigisse um posicionamento do presidente Michel Temer, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. O prazo dado por ela encerra dia 2 de abril.

 

Lucena, que também é pastor evangélico, é conhecido por sua postura contrária ao aborto. Ele foi enfático ao dizer no Plenário da Câmara que a ação [do PSOL] nas mãos do STF que descriminaliza o aborto até a décima segunda semana de gestação, “constitui-se no fato de altíssima gravidade”.

 

Reclamando do fato de o Supremo extrapolar sua competência e tentar legislar com suas ações, o parlamentar lembrou que “a sociedade brasileira, em sua grande maioria, é contra o aborto”.

 

Disse ainda que os ministros do STF “não tiveram um voto e que estão legislando, invadindo a competência do Congresso Nacional, a partir da judicialização de temas como este”.

 

Acrescentou que uma decisão do Supremo poderá descriminalizar o aborto de crianças com microcefalia. Para ele, em seguida o mesmo pode ocorrer com fetos diagnosticados com síndrome de Down.

 

“Nós caminharemos nesta sequência, nesta agenda de morte, fazendo com que o Supremo Tribunal Federal seja uma agência de morte, militando e defendendo essa agenda pró-aborto e que nós não podemos receber em silêncio”, denunciou.

 

Procurado pelo portal Gospel Prime, o deputado Lucena demonstrou sua insatisfação com a postura do STF, dizendo que se os ministros desejam legislar, que renunciem aos seus cargos e se candidatem à Câmara ou ao Senado, somente assim terão “legitimidade” para tomar decisões “dessa magnitude e dessa importância”.

 

Mostrou-se também preocupado com o “desequilíbrio” que a decisão da ministra Rosa Weber gera ao contrapor novamente legislativo e judiciário.

 

GOSPEL PRIME