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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 30/09/2015

Suicídio: pastor diz que nem todos os casos são iguais e que só Deus pode julgar

suicidioO mês de setembro é dedicado a campanhas de esclarecimento e prevenção ao suicídio, muitas vezes resultado de depressão e instabilidade emocional. O tema, delicado, é visto como um tabu por muitas pessoas no meio cristão, já que por ser um pecado contra a vida, não permite ao pecador o arrependimento e o pedido de perdão a Deus.

 

Sobre esse assunto, o pastor Felipe Heiderich publicou um vídeo explorando o assunto de maneira mais ampla e objetiva, estabelecendo pontos que jamais poderão ser esclarecidos humanamente, afinal, a eternidade é um mistério.

 

Perguntando se todo suicídio é necessariamente sinônimo de condenação ao inferno, o pastor apontou que “Deus é um Deus coletivo, mas Ele trabalha no individual”, e que por isso, é bom sabermos que “Ele pode olhar caso a caso”.

 

Heiderich tomou como exemplo a vida de um casal que ele conheceu nos tempos em que vivia em Minas Gerais. Ele testemunhou a vida de parceria que ambos construíram, seu exemplo de cristianismo na prática e sua fidelidade à obra. Em certa altura, a esposa faleceu, deixando o companheiro de décadas sozinho, atordoado e infeliz. A falta que ele sentia o fez tirar a própria vida, num ato de desespero.

 

Para o pastor, há questões que estão longe do nosso alcance: “Não acredito que ele tenha ido pro inferno. Acredito que um momento de fraqueza não tirou a glória de uma vida vivida aos pés do Senhor”, ponderou.

 

Explicando que é possível que pessoas fortes e convictas de sua fé em Deus sejam visitadas por pensamentos de morte, e citou o exemplo do profeta Elias, que chegou a pedir a Deus que pusesse um fim à sua vida.

 

Incentivando as pessoas a lutarem contra o suicídio, Heiderich diz que é possível encontrar ajuda em líderes que compreendem e estão dispostos a ajudar. Aos demais que veem casos de suicídio como uma situação fechada, o pastor sugere cautela: “Não feche questão, não julgue quando não se deve julgar”.

 

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