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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 17/03/2016

Terrorismo do Estado Islâmico contra cristãos passa a ser considerado “genocídio” pelos EUA

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As atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico contra os cristãos sírios e iraquianos agora são consideradas genocídio pelas autoridades norte-americanas.

 
A Câmara dos Representantes – equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil – aprovou na última segunda-feira, 14 de março, uma resolução que passa a tratar como genocídio os atos terroristas do grupo extremista muçulmano contra cristãos, curdos, yazidis e outras minorias étnicas de Síria e Iraque.

 
A moção foi aprovada por unanimidade, com 383 votos. A Casa Branca vinha evitando se referir aos crimes do Estado Islâmico como genocídio, mas agora, com a moção aprovada, os parlamentares norte-americanos pedem que todos os governos do mundo, incluindo o dos Estados Unidos, refiram-se às “atrocidades do Estado Islâmico por seu nome: crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio”.

 
De acordo com informações da agência de notícias EFE, a resolução bipartidária foi proposta pelo republicano Jeff Fortenberry (Nebraska) e pela democrata Anna Eshoo (Califórnia). A moção contou com o apoio do presidente do comitê de Relações Exteriores da Câmara, o republicano Ed Royce (Califórnia).

 
“O Estado Islâmico é culpado de genocídio. Utilizou os assassinatos em massa, decapitações, crucificações, violência sexual, tortura e escravidão em sua campanha deliberada para eliminar as minorias religiosas e terminar com sua história”, comentou Ed Royce, em um comunicado feito após o término da votação.

 
O deputado acrescentou ainda que o governo dos Estados Unidos precisa agir de forma mais contundente para evitar que os crimes continuem sendo praticados: “Com essa declaração, a Câmara deu um passo muito sério. Não há razão para que a Administração não o qualifique de genocídio. Da mesma maneira, [o presidente] Barack Obama deve responsabilizar [o presidente sírio] Bashar al Assad pelos cruéis crimes de guerra contra sua própria gente”, concluiu.

 

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