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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 01/08/2014

Tribunal Superior Eleitoral revela que o número de pastores candidatos subiu 40% nestas eleições

pastor-everaldo-pereira O Tribunal Superior Eleitoral divulgou o perfil dos candidatos nas eleições deste ano e revelou que o número de políticos ligados a igrejas evangélicas e que tentarão um cargo público subiu 40% em relação a 2010.

 

O número de pastores candidatos chega a 270 de acordo com o TSE. Na última eleição presidencial eram 193 pastores que concorriam a vagas que variavam entre deputados estaduais, federais e senadores.

 

A novidade deste ano é que um pastor se lançou na corrida ao Planalto. Everaldo Dias Pereira (PSC-ES), pastor assembleiano, conta com apoio de outros políticos evangélicos, como os pastores Marco Feliciano (PSC-SP), que concorre à reeleição como deputado federal; e Magno Malta, senador pelo PR e conterrâneo de Everaldo. Outro líder evangélico que apóia Everaldo é Silas Malafaia.

 

Apesar do aumento de pastores candidatos, o número de bispos e padres caiu, de acordo com o TSE. A redução de bispos foi de 25%, pois em 2014 apenas 32 vão se arriscar. Já os padres candidatos somam 16, uma redução de 30%.

 

Os partidos que abrigam esses líderes religiosos são diversos. O Partido Social Cristão (PSC) abriga 37 evangélicos que exercem alguma função sacerdotal. Já o Partido dos Trabalhadores (PT) abriga o maior número de padres: 5.

 

Uma curiosidade destacada pelo portal Uol é que nenhum candidato nas eleições 2014 adotou o título de rabino ou imã, sacerdotes do judaísmo e islamismo, respectivamente.

 

A tendência é que os candidatos com ligações estreitas com igrejas evangélicas continuem a crescer nas próximas eleições. O número de brasileiros que se identificam como evangélicos cresceu mais de 61% entre os anos de 2000 e 2010, e hoje somam 22% da população, um contingente de mais de 42 milhões de fiéis.

 

Na disputa pela presidência, a maioria dos líderes evangélicos indica um voto contra a reeleição de Dilma Rousseff (PT), enquanto a Igreja Universal do Reino de Deus deverá apoiar a presidente.