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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 30/05/2017

Vereador Edvaldo Lima repercute interdição da Casa de Saúde Santana

No uso da tribuna na manhã desta terça-feira (30), na Casa da Cidadania, o vereador Edvaldo Lima (PP) abordou em seu discurso a saúde em Feira de Santana, especialmente sobre a interdição de setores da Casa de Saúde Santana. “Esse hospital tem uma história em nossa cidade e a população deve muito a ele. São mais de 50 anos servindo o povo feirense”, lembrou.
Segundo Edvaldo, ele não entendeu o ato administrativo adotado por técnicos da fiscalização que estiveram no local.

 

“Técnicos da Vigilência estiveram lá pela manhã, fiscalizaram o que tinham que fiscalizar, foram embora sem nada falar para a direção do hosptal e no final da tarde voltaram e interditaram setores da unidade, que no momento tinham pacientes internados e em procedimento cirúrgico. A Casa de Saúde é um hospital de referência e a população está prejudicada. Isso é mais do que uma perseguição”, pontuou.

O vereador ainda lembrou que o Hospital Roberto Santos tem anos de construído e a licença para funcionar só veio no mês passado. De acordo com ele, o Hospital Geral Clériston Andrade nem licença possui. “Nem assim fecharam os dois. Isso está me cheirando a perseguição ao diretor, Dr. Germano, e ao ex-prefeito Tarcízio Pimenta, que também faz parte da coordenação do local”, destacou. O edil parabenizou o presidente da Câmara, vereador Reinaldo Miranda (PHS), por designar a Comissão de Saúde da Casa para ir à unidade hospilar, bem como ao Núcleo Regional de Saúde Centro-Leste (antiga 2ª Dires) para saber o real motivo da interdição.

 

“Os meus filhos nasceram naquele local. Infelizmente, está parcialmente interditado. Já liguei para o vice-governador João Leão e pedi sua interferência na retirada do lacre de interdição para que os setores voltem a funcionar”, revelou.

 

Parabéns dos edis pelo discurso de Edvaldo Lima

Em aparte, o vereador Isaías de Diogo (PSC) ressaltou que também nasceu na Casa de Saúde Santana e se disse surpreso que o colega tenha subido à tribuna para dizer que outros hospitais estaduais funcionam sem licença. “E o senhor faz parte desse Governo que diz se preocupar com a saúde dos baianos. Fez bem o uso da tribuna e mostra responsabilidade quando diz que esta interdição é política, com objetivo de prejudicar seus administradores. Afetando eles, prejudica a comunidade”, falou. Isaías pediu que providências fossem tomadas por parte do governador Rui Costa, chamando de ‘meninice política’ a interdição com motivação política.

 

Também em aparte, o vereador Luiz Augusto de Jesus – Lulinha (DEM), parabenizou Edvaldo pelo discurso e chamou de absurdo a interdição de setores do local, mesmo com pessoas internadas ou na mesa de cirurgia. “Agiram de forma arbitrária. Poderiam ter avisado antes, mas não o fizeram”, avaliou. O edil ainda lembrou que o ex-prefeito Tarcízio Pimenta, em entrevista a uma rádio da cidade, disse que são 300 cirurgias realizadas por mês na unidade.

 

O vereador Luiz da Feira (PPL) também parabenizou Edvaldo pela preocupação com a situação e lembrou que a equipe do hospital é comprometida com o trabalho e com a assistência à população.

 

Já o vereador José Carneiro (PSDB), além de parabenizar Edvaldo pelo postura adotada diante do fato, pediu prudência aos colegas, seguindo a linha de pensamento do presidente Ronny de que é preciso buscar maiores informações sobre o caso e só a partir de então tomar uma posição. “Não tenho segurança de falar sobre o assunto porque não tenho informações precisas sobre ele”, ressaltou.

 

De volta com a palavra, Edvaldo voltou a destacar a falta de respeito do órgão fiscalizador para com os pacientes da unidade hospitalar, lembrando que todas as vezes que passa por lá ele está cheio de pacientes, tanto da região urbana como da zona rural, de todo o Estado.

 

O vereador Cadmiel Pereira (PSC), também em aparte, destacou que Feira de Santana não pode viver o desmando de uma interferência na saúde como esta. “A unidade deveria receber uma notificação e apresentar os argumentos para as adequações. Sua fala é de muita importância”, disse se dirigindo a Edvaldo.

 

O oposicionista finalizou seu discurso afirmando que a direção da Casa de Saúde deveria receber uma notificação antes da interdição, para que tivese tempo de realizar as adequações exigidas. “O local já está sendo reformado, mas infelizmente aconteceu esse desastre em nossa cidade, como a interdição de alguns setores da unidade hospitalar”, concluiu.

 

Foto- Acorda Cidade