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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 07/12/2016

Vídeo que denuncia perseguição aos judeus é definido pelo Youtube como “discurso de ódio”

02O YouTube suspendeu parcialmente a proibição de um vídeo gravado por um muçulmano britânico que afirmou que costumava odiar o povo de Israel, mas mudou seu pensamento e decidiu relatar esta transformação.

 

O vídeo, produzido pela ‘PragerU.com’, foi inicialmente proibido pelo YouTube, por ter sido classificado como “discurso de ódio”, mas agora pode ser visto no site apenas no “Modo Restrito”, uma designação reservada para materiais considerados inadequados, como cenas de violência extrema ou de sexo explícito.

 

No vídeo intitulado “Born to Hate Jews” (“Nascido para Odiar Judeus”), Kasim Hafeez explica que foi educado como um cidadão britânico, mas com base em suas raízes paquistanesas, o que quase o levou a cometer atos de terrorismo contra Israel e o povo judeu.

 

Sua visão sobre o povo judeu e Israel foi transformada depois que ele decidiu ler o livro “O Caso de Israel”, escrito pelo advogado e autor Alan Dershowitz.

 

Hafeez ficou ainda mais convencido de que seus pontos de vista antissemitas estavam errados, depois que fez uma viagem a Israel. Ele contou sua história ao site cristão “CBN News” há dois anos.

 

No vídeo, Hafeez simplesmente se assenta e explica com recursos visuais como seu ódio pelos judeus e Israel se desenvolveu até que ele teve curiosidade em ler os argumentos de Dershowitz.

 

Apesar de ser restrito no Youtube, o vídeo de Hafeez não faz uso de qualquer obscenidade ou linguagem agressiva. Pelo contrário, Hafeez desafia as pessoas a visitarem Israel e conferir se o país é realmente “estado terrorista” ou que promove algum tipo “Apartheid”, como muitos dizem.

 

A produtora ‘PragerU’ comentou a proibição feita pelo YouTube em seu site e mais tarde postar uma atualização sobre o caso.

 

“O YouTube recuou com relação ao rótulo de ‘discurso de ódio’, mas continuou restringindo parcialmente o vídeo ‘Born to Hate Jews’. Em vez de torná-lo disponível para todos os espectadores, o YouTube bloqueou o vídeo para a maioria dos usuários, só podendo ser assistido no Modo Restrito. Pais, escolas e bibliotecas usam esta ferramenta para impedir que as crianças vejam conteúdos inadequados”, informou.

 

Hafeez também reagiu ao procedimeto do YouTube, dizendo: “É perturbador que um vídeo sobre como eu não odeio os judeus seja sinalizado como ‘discurso de ódio”.

 

GUIAME