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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 21/01/2016

Zika vírus atravessa placenta de grávidas, aponta estudo da Fiocruz

RTEmagicC_ed632b883d.jpgTraços de DNA do Zika vírus foram encontrados em uma amostra de tecido de uma mulher que teve a gravidez interrompida por cientistas do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz de Curitiba. O resultado da pesquisa, divulgado nesta quarta-feira (20), confirma que o Zika consegue atravessar a placenta através das gestantes e entrar em contato com o feto em desenvolvimento.

 

A grávida, que não foi identificada, apresentou sintomas típicos da infecção semanas antes de sofrer um “aborto retido”, quando o feto para de se desenvolver no útero. Os pesquisadores usaram anticorpos para detectar a infecção no tecido da placenta, e identificaram o virús através de um exame que detecta traços de material genético do patógeno, o PCR.

 

Zika vírus é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e tem relação com a microcefalia

 

Em comunicado divulgado à imprensa, o instituto comentou a descoberta: “este resultado confirma de modo inequívoco a transmissão intrauterina do zika vírus”, diz. Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que a transmissão do vírus de mãe para filho ocorre através das “células de Hofbauer”, um tipo de célula do sistema imune que defende o organismo.

 

Elas estariam capturando o Zika e sendo absorvidas pela placenta. A tese dos cientistas da Fiocruz sobre a forma de transmissão ainda não foi confirmada.

 

OMS faz alerta e pede que todos os países monitorem Zika

 
O escritório central da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça, assume o combate do zika vírus e pede que governos de todos os continentes monitorem e informem a entidade sobre eventuais casos da doença ou de microcefalia. No total, pelo menos 18 países já identificaram casos.
Mas, para a OMS, o temor é de uma proliferação ganhe força nas próximas semanas. “Estamos pedindo que todos os governos monitorem a situação e notifiquem a OMS sobre eventuais casos”, disse Christian Lindmeier, porta-voz da entidade. Essa foi a primeira vez que a organização na Suíça se pronunciou oficialmente sobre o caso.

 

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