Funerária não será punida por esperar três dias para enterrar corpo de pastor que achou que ressuscitaria, diz prefeitura

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Após autuar a funerária que esperou três dias para enterrar corpo de pastor que acreditou que ressuscitaria, a Prefeitura de Goiatuba, no sul goiano, concluiu que não houve irregularidade. Segundo a administração municipal, o caso foi arquivado depois de ser analisado, no último dia 29 de outubro.

A prefeitura explicou que os profissionais que avaliaram o caso apuraram que a autuação foi feita com base em uma norma que não está mais vigente.

A funerária havia sido autuada por causa da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em 2006, que previa que o tempo entre a morte e o sepultamento não poderia ser maior do que 24 horas.

No entanto, uma publicação no Diário Oficial da União do ano seguinte revogou a RDC e no novo texto que trata de traslado e conservação de cadáveres não consta esse limite.

Espera de três dias
O pastor Huber Carlos Rodrigues morreu no dia 22 de outubro por complicações cardiorrespiratórias em um hospital de Itumbiara, a 55 km de Goiatuba.

No entanto, em 2008, ele assinara um documento formalizando que teve divinas revelações do Espirito Santo e que passaria por um “mistério de Deus” e ressuscitaria três dias após sua morte.

A viúva, pastora Ana Rodrigues, reforçou para que o pedido dele fosse respeitado e o corpo foi enterrado na madrugada de 26 de outubro, após o prazo de três dias.

“Eu estive com o corpo dele pelos três dias e realmente não teve mal cheiro algum e não houve decomposição. A pele estava firme ainda. Deus cumpriu o que prometeu”, contou Ana.

Centenas de pessoas acompanharam o sepultamento. Vídeos mostram uma multidão aguardando o cortejo. Eles cantaram em homenagem ao pastor.

G1

OUTRAS NOTÍCIAS