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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 30/10/2019

Agentes de combate a endemias já realizaram quase 730 mil visitas a residências este ano

Os agentes de combate a endemias de Feira de Santana já realizaram 729.056 visitas a residências de janeiro a outubro deste ano. Apesar do grande número, cerca de 8% dos imóveis estavam fechadas no momento da visita. O trabalho da Prefeitura visa o combate a proliferação do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

 

Durante a atividade, os profissionais averiguam os reservatórios de água e fazem ação mecânica – esfregaço nas paredes do recipiente – quando encontrados focos, aplicando o larvicida em seguida.

 

De acordo com o coordenador do Centro Municipal de Endemias, Edilson Miranda, as casas fechadas são algumas das dificuldades enfrentadas pelos profissionais, já que podem ter focos do mosquito.

 

No caso dos imóveis fechados, que somam cerca de 58 mil, o coordenador explica que ficam em pendência, sendo necessário o agente retornar ao local durante o próximo ciclo.

 

Critérios estabelecidos por condomínios dificultam o trabalho

 

Outra situação apontada por Edilson são os condomínios. De acordo com ele, os síndicos estabelecem alguns critérios que dificultam o serviço. “Eles estão sempre colocando como condição trabalharmos algumas casas e retornar outro dia, mas por questões de logística precisamos trabalhar todas as residências possíveis no momento”, afirma.

 

Os tonéis e tanques que coletam água do telhado, através da bica, são os principais “vilões” dos agentes. Esse tipo de recipiente é muito utilizado em locais que tem frequente falta de água. “A população não se preocupa em utilizar uma tampa, e isso é muito perigoso”, aponta.

 

Outros itens como bica, pneus abandonados, recipientes pequenos como vasilha de margarina e até geladeira e fogão abandonados são potenciais criadouros.

 

Reservatórios que ficam dentro do motor da geladeira, e frequentemente acumulam água, também são apontados pelo coordenador como fatores de risco.

 

“Cerca de 80% dos focos são encontrados nas residências, por este motivo é preciso que a população cuide da sua casa, observe os reservatórios de água, baldes, e até vaso sanitário de banheiros inutilizados, que também podem ser criadouros do mosquito”, orienta Edilson Miranda.

 

LIRAa

 

O último LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti) realizado entre os dias 14 e 18 de outubro, apontam um índice predial de 1.6. De acordo com os parâmetros do Ministério da Saúde, a situação é de médio risco para o município.

 

O Governo do prefeito Colbert Martins Filho tem se mantido em alerta para a situação e articulado ações de controle do mosquito entre as secretarias. Os agentes de combate a endemias atuam de domingo a domingo realizando as suas atividades.

 

Mutirões de limpeza e “bota fora” nas comunidades tem sido realizado frequentemente através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos.

 

Reuniões, salas de situação da dengue, apoio das instituições de ensino superior e nível técnico, e a equipe de Educação em Saúde com ações educativas, também fazem parte da programação.

 

Os agentes comunitários de saúde também estão capacitados quanto a orientação no combate a dengue. Estes profissionais, que também atuam em residências, hoje em dia realizam orientações para a população e ensinam a realizar a remoção dos focos através da ação mecânica.

 

Casos de dengue

 

De janeiro a outubro deste ano, a Vigilância Epidemiológica municipal de Feira de Santana já registrou 14.801 casos suspeitos de dengue de residentes no município.

 

Destes, 6.558 foram confirmados para a arbovirose, 707 com sinais de alarme e 26 registrados como dengue grave. No mesmo período foram confirmados 12 casos de dengue que evoluíram para óbito.

 

Outros 863 casos oriundos de outros municípios foram atendidos e registrados em Feira de Santana.

 

Os cinco bairros com mais casos notificados são, por ordem: Tomba, Distrito de Matinha, Distrito de Maria Quitéria, Mangabeira, e Campo Limpo.

 
Secom