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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 04/03/2019

Animais e gente mantém boa convivência no Parque Erivaldo Cerqueira

Um camaleão caminha lentamente sobre grama e areia numa manhã de um dia de verão que se prenuncia quente no Parque Erivaldo Cerqueira, nas Baraúnas. A calma que o bicho aparenta ter denota que ele não teme os humanos que começam a ocupar o equipamento público – e estes não o incomodam.

 

Estes repteis são conhecidos pela capacidade de mudar de cor. O que é visto ‘circulando’ pelo parque tem a pele esverdeada e escura. As crianças apontam o dedo para ele, para mostra-lo aos pais ou irmãos maiores. Alguns arriscam uma selfie, mas o camaleão, em passos lentos sobe numa árvore e desaparece na folhagem.

 

O local, principalmente à margens da ilha, é refúgio e ponto de reprodução de aves ariscas. Uma delas é a galinha d’água. Antes, voavam ou nadavam quando uma pessoas se aproximava. Coisa de dez, quinze metros de distância. Hoje, a desconfiança caiu para um, dois metros. Ou menos.

Pode-se ver galinhas com seus pintinhos nadando no lago ou procurando comida sob as águas ou nas margens. Ouvido mais apurados flagram o canto diferente desta ave, que no Parque Erivaldo Cerqueira está cada vez mais mansa. Ciscam a um metro dos visitantes.

 

Patos e patas, gansos e gansas, galo e galinhas circulam entre os visitantes, que geralmente trazem rações e outros tipos de alimentos. Não raro pode-se ver uma ‘procissão’ destes animais atrás de quem leva uma sacola – eles já conhecem o seu formato. Uma grande diversidade de aves sobrevoam o parque, diariamente.

 

Dentro do lago, cuja profundidade é de aproximadamente um metro e que contorna a ilha artificial, é grande a quantidade de cardumes de pequenos tilápias, que aparece às margens em busca de comida. Os maiores também aparecem na disputa pelos alimentos jogados na lagoa pelos visitantes.

 

Diariamente, o lago recebe milhares de litros de água despejados pelas nascentes localizadas no terreno que fica ao lado do parque. A vegetação fechada e as muitas árvores favorecem o aparecimento destes olhos d’água, que garantem a qualidade da água e, consequentemente, a vida, dentro de fora dele.

 

Mas, os mais esperados são os grandões tambaquis, que habitam a lagoa há alguns anos, e cujos pesos ficam em dois dígitos. Seguramente são as principais atrações. As pessoas jogam principalmente pão e estes sobem à lâmina da água para pega-lo. Todos admiram o tamanho destes animais.

 

Secom