Autoridades estaduais, municipais e diretores de hospitais não comparecem em audiência para discutir Central de Regulação

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Apesar do empenho dos vereadores da Câmara Municipal de Feira de Santana em discutir a situação da Central de Regulação na Bahia, a audiência pública realizada nesta sexta-feira (04), para debater sobre a temática, foi marcada pela ausência de autoridades estaduais, municipais e diretores de hospitais. Proponente da sessão, Paulão do Caldeirão (PSC) considerou a atitude como lamentável e desrespeitosa, condenando o não comparecimento da secretária de Saúde da Bahia, Adélia Ribeiro; do secretário Municipal de Saúde, Marcelo Britto; do Presidente do Ministério Público, Promotor Audo Silva Rodrigues; diretor do Hospital Geral Clériston Andrade, José Carlos Pitangueira; da diretora-geral do Hospital Dom Pedro, Sandra Peggy; do diretor da Casa de Saúde Santana, Elenilson Santos; de representante da direção do Hospital da Criança e o diretor do Hospital da Mulher, Francisco Mota. No entanto, o vereador deu início aos debates chamando atenção para a morte de Eliege Bento dos Santos, que passou 22 dias internada na Policlínica do conjunto George Américo enquanto aguardava a regulação para uma unidade hospitalar.

O “descaso” com a regulação de Eliege Bento motivou uma representação no Ministério Público da Bahia impetrada pelo parlamentar. Na ação, ele solicita um Mandado de Segurança e a investigação do caso. Uma queixa-crime também será formalizada por Paulão do Caldeirão, que deseja saber das unidades hospitalares presentes em Feira de Santana, informações sobre a quantidade de leitos existentes, qual o critério adotado para fornecer as vagas, quantas pessoas são atendidas e quantas têm alta diariamente.

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde e Institutos de Pesquisas Afins da Bahia e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Arimateia compara a Central de Regulação à Covid-19 em número de óbitos. Segundo ele, o longo tempo de espera enfrentado por pacientes é uma situação grave e que não deve ser politizada. O aperfeiçoamento da atenção primária e a construção de um Hospital Municipal são alternativas defendidas pelo deputado.

“O problema não está simplesmente na regulação”, acrescenta o deputado estadual Carlos Geilson. Ao analisar a problemática, ele destaca que o principal objetivo da Central é transferir os pacientes para hospitais especializados sem interferência política. No entanto, observa que a quantidade de leitos nas unidades hospitalares existentes no município não são suficientes para a demanda de Feira de Santana e cidades circunvizinhas, comprometendo todo o sistema.

Presidente da Comissão de Saúde da Casa da Cidadania, o vereador Emerson Minho (DC) defende a construção de um Hospital Municipal para desafogar a demanda de média e alta complexidade atendida pelo Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Desta forma, haveria maior quantidade de leitos disponíveis e a procura por vagas pela Central de Regulação poderia ser agilizada, analisa o parlamentar. A medida também foi sugerida pelos vereadores Jhonatas Monteiro (PSOL), Lu de Ronny (MDB), Luiz da Feira (PROS) e Silvio Dias (PT), que discursaram durante a audiência.

Conduzida por Paulão do Caldeirão, a sessão ainda contou com a presença de Correia Zezito (Patriota), José Carneiro (MDB), Jurandy Carvalho (PL), Lulinha (DEM), Pedro Américo (DEM), Pedro Cícero (Cidadania), Petrônio Lima (Republicanos) e Zé Curuca (DEM). Na Mesa de Honra, estavam presentes os deputados estaduais Carlos Geilson e José de Arimatéia, além de Emerson Minho, Luiz da Feira, Silvio Dias e Vitor Pina, assessor jurídico de Paulão.

Ascom

OUTRAS NOTÍCIAS