Bolsonaro critica ações para fechar igrejas por causa do coronavírus

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em entrevista veiculada na noite da sexta-feira (20) no SBT, criticou as medidas adotadas por autoridades estaduais e municipais como o fechamento de igrejas durante a pandemia do coronavírus.

“Muita gente para dar satisfação ao seu eleitorado toma providências absurdas. Fechando shopping, tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas”, declarou o presidente ao apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho. A entrevista foi gravada na quinta (19).

“Eu acho que o pastor vai saber conduzir o seu culto. Ele vai ter consciência —o pastor, o padre —, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa. Ele vai decidir lá”, acrescentou Bolsonaro, que também argumentou que a garantia de culto é um direito no Brasil.

Diante da escalada de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil e da recomendação de sanitaristas de que a redução do contato social é medida efetiva para reduzir a contaminação, governadores e prefeitos têm adotados medidas para restringir a circulação de pessoas.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) recomendou que templos e igrejas na região metropolitana não realizem cultos por um período de 60 dias. A Justiça concedeu liminar que torna obrigatório fechamento de estabelecimentos e proíbe cultos no estado de São Paulo.

Em Santa Catarina, a justiça proibiu a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Vitória em Cristo, comandada pelo pastor Silas Malafaia, de fazer cultos ou reuniões por 30 dias. A multa, em caso de descumprimento, é diária de R$ 20 mil por estabelecimento.

Fonte: Folha de S. Paulo

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