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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 12/03/2019

Câmara aprova Moção de Repúdio contra escola de samba de São Paulo

Na manhã desta terça-feira (12), a Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou, em votação única e por maioria dos presentes, com votos contrários dos edis Roberto Tourinho (PV), Zé Filé (PROS) e Eremita Mota (PSDB), a Moção de Repúdio, de autoria do vereador Edvaldo Lima (PP), contra a escola de samba Gaviões da Fiel, sob a justificativa de que, no desfile do último Carnaval, em São Paulo, a comissão de frente trouxe uma encenação, na qual Jesus era vencido por Satanás, em uma “batalha do bem contra o mal”.

 

O edil classificou a apresentação pública como ofensiva e desrespeitosa. Segundo ele, por conta disso, evangélicos e católicos estão manifestando profundo repúdio e indignação. “Entendemos que aquela apresentação não é arte, é crime. Nenhum direito é absoluto, logo o direito à manifestação artística não se sobrepõe à inviolabilidade da consciência e da crença. As palavras do coreógrafo Edgar Júnior revelam qual era o propósito: ‘O foco era chocar… Alcançamos nosso objetivo que era mexer com a polêmica Jesus e o diabo e a fé de cada um’”.

 

Para Edvaldo Lima, o dinheiro público não pode financiar apresentações como a que foi exibida pela Gaviões da Fiel. “Sabemos que o dinheiro público, fruto de impostos pagos por um povo tão sofrido e carente de políticas públicas de excelência, especialmente na área da educação, da saúde e do enfrentamento à criminalidade e à violência, não financie espetáculos que configurem crime e que não estimulem o respeito e a tolerância, fundamentos de uma nação democrática, plural e majoritariamente religiosa”.

 

Indignado com a situação, o vereador pediu providências por parte dos órgãos competentes. “Com fundamento baseado na Constituição brasileira, exigimos as medidas adequadas das autoridades municipais, para que nossa indignação seja incentivo para não ficarmos calados diante de tais fatos. Não concordamos com a crítica contra qualquer religião, mesmo porque a tal situação atingiu os cristãos e símbolos religiosos”, pontuou Edvaldo Lima.