Com morte de suspeito atropelado após furtar igreja, polícia aguarda exame para indiciar padre por homicídio

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Foto: Reprodução

A Polícia Civil aguarda o exame de necropsia para saber se muda a acusação contra o padre Gustavo Trindade, que atropelou um suspeito de furto à casa paroquial, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP). O caso ocorreu no dia 7 de maio.

Após mais de dois meses do acidente, Ângelo Marcos dos Santos Nogueira morreu nesta quarta-feira (27). Ele estava internado na Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo e apresentava sequelas como perda de massa muscular, dificuldade para comunicação, necessidade de uso de fraldas. Ele chegou a receber alta por um período, mas precisou retornar ao hospital.

De acordo com o delegado Valdir de Oliveira, que coordenou as investigações, dependendo do laudo, o processo contra o padre pode ser alterado de tentativa de homicídio para homicídio.

Novas perícias serão realizadas para esclarecer se o óbito está diretamente relacionado com o atropelamento. Caso isso fique comprovado, o caso pode passar a ser tratado como homicídio, diferente de como estava sendo conduzido até agora.

A diocese de Ourinhos informou, por meio de nota, que lamenta a morte e se solidariza com a família e amigos de Ângelo.

No dia 17 de junho, o Ministério Público ofereceu denúncia contra o padre por tentativa de homicídio qualificado pela “utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima”.

O padre Gustavo Trindade dos Santos só foi ouvido no dia 9 de junho porque não compareceu à sede do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), na Capital, quando foi intimado pela primeira vez. Quatro dias depois, ele ainda participou de uma missa.

Mesmo assim, o inquérito policial foi concluído, mas o MP solicitou a oitiva do padre para poder avaliar melhor o caso. Durante o interrogatório, o padre afirmou que havia terminado de celebrar um casamento, quando, na saída, escutou o alarme da casa paroquial e avistou um homem pulando o muro e fugindo do local.

O padre disse, na oitiva, que ele e a pessoa que o acompanhava no carro chegaram a pedir para o homem parar durante a perseguição. No entanto, as imagens que flagraram o atropelamento mostram os vidros do carro fechados durante todo o trajeto.

Ainda conforme o frei, ele encontrou um caminho para fechar o homem, mas, quando ele entrou com o carro na calçada para pará-lo, o suspeito do furto na igreja se jogou sobre o capô do veículo.

G1 Bahia

OUTRAS NOTÍCIAS