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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 25/09/2018

Cristã que recusou se casar com muçulmano é jogada do segundo andar pelo pretendente

No Paquistão, país reconhecido oficialmente como República Islâmica do Paquistão, localizado na Ásia, muitos cristãos vivem em comunidades carentes, onde não possuem maiores instruções. Por conta disso, além da perseguição religiosa que sofrem, também são explorados socialmente por falta de conhecimento jurídico e suporte econômico.

 

Um caso brutal ocorrido em 22 de agosto exemplifica esta realidade, quando uma jovem cristã de apenas 18 anos, identificada como Binish Paul, foi arremessada do segundo andar de um edifício por um homem, chamado Taheer Abbas.

 

Segundo informações da Aid to the Church in Need, o muçulmano Taheer Abbas vinha tentando persuadir Binish para que ela se tornasse muçulmana, na intenção se de casar com ela, mas a jovem recusou todas as propostas.

 

“Por meses que Taheer pressionava Binish a se converter ao Islã. Repetidas vezes, ela recusou. Isso culminou no ato violento, durante o qual a jovem sofreu severas fraturas em suas pernas e coluna vertebral”, disse Tabassum Yousaf, advogado de jovem.

 

Yousaf destacou a condição socioeconômica dos cristãos, explicando como isso acaba prejudicando ainda mais o quadro de intolerância no país, já que por falta de saber como reagir, muitos irmão em Cristo preferem silenciam, ao invés de combater por meios judiciais.

 

“Quando ataques semelhantes acontecem em nossa comunidade eclesial, o principal problema é que os cristãos no Paquistão geralmente pertencem aos grupos sociais mais pobres e não estão cientes de seus direitos. Por exemplo, quase ninguém sabe que você pode apresentar acusações nos tribunais” , disse o advogado.

 

Cientes disso, os perseguidores também aproveitam a condição para fazer ameaças às famílias das vítimas, reforçando o clima de medo e insegurança. “A recusa da polícia em abrir um caso, junto com ameaças dos parentes e amigos dos criminosos, garante que muitas famílias nem mesmo denunciem os crimes que sofreram”, acrescenta Yousaf.

 

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