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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 03/01/2020

Damares sobre detentos: “Quer ter vida intima? é só não roubar, matar, estuprar”

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, concedeu uma entrevista onde se manifestou acerca da visita íntima aos presos que está em vigor no Brasil desde 2012, após uma decisão da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

No passado, Dilma autorizou que os presos casados ou em união estável recebessem visitas íntimas, ou seja, das suas mulheres.

 

O benefício tem como um dos propósitos principais garantir a manutenção da vida sexual dos presos, algo do qual a ministra Damares Alves discorda, especialmente se tratando das unidades socioeducativas, onde menores ficam reclusos por causa de crimes cometidos antes dos 18 anos.

 

“Uma coisa que vou rever: não aceito visita íntima para meninos. Qual a idade da namorada que vai lá transar com ele? Vou enfrentar isso. Mamãe Damares vai mandar bola, livro, arroz e feijão. Camisinha e lubrificante, não”, disse Damares.

 

A declaração da ministra foi durante uma entrevista para o Estado. Damares foi questionada sobre quais são os planos do governo para 2020 em sua pasta, e ela explicou que além de acabar com a visita íntima, está a construção de mais 62 unidades socioeducativas.

 

Os recursos para a construção dessas unidades, segundo a ministra, virão da Petrobrás e de outras iniciativas do governo, como o leilão de empresas que até então eram públicas.

 

“O dinheiro dos leilões, das estatais, das vendas, parte irá para as nossas unidades. Acho que consigo construir todas em três anos e também fazer uma parceria público-privada para ajudar em programas nas unidades”, disse ela.

 

Damares Alves concluiu dando a entender que o governo não tem a obrigação de fornecer condições para a vida sexual dos presos, visto que a cadeia é local de punição e ressocialização em decorrência dos crimes cometidos, e não um “motel”.

 

“Quer ter vida intima? é só não roubar, matar, estuprar, traficar… nós enquanto Estado cuidaremos da integridade física e da ressocialização de quem esteja em sua tutela. O equipamento público NÃO É MOTEL!”, disse ela.

 
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