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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 07/11/2018

Daniela Mercury processa pastor que a chamou de “escrava de satanás

O pastor Sargento Isidório (Avante), deputado estadual pela Bahia e eleito deputado federal nas últimas eleições, está sendo processado por Daniela Mercury por declarações agressivas feitas em vídeo meses atrás, por ocasião da chacota feita pela cantora no Festival de Inverno de Garanhuns.

 

Isidório está sendo processado por injúrias, pois dirigiu-se a Daniela Mercury como “escrava de satanás”, “puta”, “endemoniada” e outros termos chulos, além de fazer considerações sobre o ato sexual homoafetivo, dizendo que “sexo é feito com pênis e vagina”, e não com “borracha”.

 

O processo foi aberto no último dia 31 de outubro, mas foi divulgado apenas na última segunda-feira, 05 de novembro pelos advogados da cantora, segundo informações do jornal Estado de Minas. Na ação, Daniela Mercury diz que o vídeo do pastor Sargento Isidório contém “afirmações falsas e agressões absurdas”.

 

Agressões

 

Daniela Mercury incitou a ira de diversos cristãos em todo o Brasil ao protestar contra uma decisão de impedir a encenação da peça O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, protagonizada pelo travesti Renata Carvalho na cidade de Garanhuns.

 

Durante sua apresentação, Daniela Mercury fez seu discurso político: “Me choca profundamente que os políticos desse país censurem uma peça de teatro e censurem uma exposição de arte de grandes artistas. É de uma petulância absurda”, afirmou na ocasião.

 

Em seguida, a artista desdenhou da intelectualidade dos cristãos católicos e evangélicos, sugerindo que o conceito de arte não é compreendido por religiosos: “Se nós tivéssemos protestos de pessoas que são da religião, que não compreendem a arte, que não entendem que arte não tem dogma, que arte é crítica social, que arte é reflexão sobre nós, que arte é essencialmente livre, é singular, é uma palavra escrita, desenhada, um gesto, uma atitude, uma instalação… arte é para incomodar, é para fazer pensar, refletir, arte é para libertar a cabeça de m…”, atacou.

 

“Não existe civilização sem liberdade. Não existe civilização na face da Terra que não tenha sido construída a partir das manifestações artísticas de seu povo. Então não me venha agora com ignorância querer conceituar o que é arte e o que não é arte”, acrescentou, ignorando que a peça – escrita pelo transexual Jo Clifford – ofende o sentimento religioso e por isso tem sido alvo de protestos e ações judiciais.

 

“É ignorância, absurda. O [ex] ministro [do Supremo Tribunal Federal] Carlos Ayres Brito disse que a gente está na idade da mídia mas parece que está na Idade Média. Censurar uma peça de teatro por convicções religiosas é o maior absurdo e isso não pode ser permitido. A nossa Constituição não deixa isso. Nossa Constituição não é a Bíblia”, disparou a cantora.

 

Mais à frente, em seu discurso político, Daniela Mercury afirmou que as leis permitem qualquer expressão rotulada de arte sobre os símbolos religiosos: “Eu sou de família católica e respeito profundamente, mas nossa Constituição nos permite, sim, lidar com símbolos religiosos e falar sobre eles, principalmente num país tão católico como o nosso”, disse, invocando demônios sobre o palco em seguida.

 
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