Defesa pede liberdade para pastor preso em investigação por assédio sexual contra fiéis

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Foto: Danillo Borralho/Rede Amazônica

Foto: Danillo Borralho/Rede Amazônica

Um pedido de habeas corpus foi feito ao Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) nesta terça-feira (23) pela defesa do pastor Jeremias. Ele foi preso na sexta-feira (19), preventivamente, por assédio contra fiéis, e nega as acusações.

Jeremias, de 55 anos, é investigado pela Polícia Civil pelo crime de violação sexual mediante fraude, quando a vítima é induzida ao erro, por acreditar que determinada conduta é necessária e que vai fazer bem à pessoa.

Até esta terça-feira, quatro vítimas haviam registrado boletim de ocorrência contra o pastor. Outras denunciaram situações criminosas nas redes sociais.

O pedido de liberdade tem como relatora, segundo o advogado Maurício Pereira, a desembargadora Sueli Pini. O defensor não quis se pronunciar sobre o pedido liminar. Pela manhã, em entrevista à Rede Amazônica, ele declarou alguns dos motivos que, para a defesa, não sustentam a prisão.

“Os argumentos são de que os fatos denunciados não são contemporâneos. Ele se afastou do ministério pastoral da igreja, as vítimas não estão mais frequentando aquela igreja da qual ele participava; e não há nenhuma justificativa plausível para que agora, neste momento, quase um ano depois, se decrete a prisão preventiva dele”, falou Pereira.

Investigação
A delegada Marina Guimarães foi quem realizou oitivas com as vítimas que se apresentaram à delegacia e quem pediu a prisão preventiva, concedida pela Justiça.

“Ele se utilizava da condição de pastor, ele ludibriava as vítimas, se utilizava da confiança que elas depositavam nele, para abusar sexualmente delas. As vítimas, acreditando que o pastor estava fazendo aquilo para orar por elas, acabavam se deixando levar por aquele comportamento dele”, explicou.

Segundo a delegada, outras vítimas não registraram boletim de ocorrência por medo do suspeito.

“Iniciamos a investigação com três boletins de ocorrência. No decorrer foram surgindo novas pessoas, várias delas com muito receio do pastor porque consideravam ele uma pessoa perigosa. Vamos instaurar quantos inquéritos forem necessários para apurar a conduta do pastor”, afirmou, convocando novas denúncias.

Além da prisão, que o levou ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), o pastor também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

G1

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