Versículo do dia
Quando, pois, vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.

“É acrescentar algo que não existe ao Evangelho”, diz pastor sobre teologia da prosperidade

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Você já parou para pensar de onde surgiu o termo “teologia de prosperidade”? Como esse movimento chegou ao Brasil? De acordo com o pastor Ludgero Neto, da Igreja Presbiteriana Calvário, essa modalidade surgiu no final dos anos 70 com as grandes cruzadas realizadas por conferencistas internacionais. Em entrevista para o programa Bate-Papo, da Rede Super, ele explanou o contexto histórico.

 

“Esse movimento da teologia de prosperidade começa no fim dos anos 70, começo dos anos 80, com muita influência dos pastores norte americanos. Eles começaram a fazer grandes campanhas no Brasil focando também na prosperidade. Isso vem num pacote. Era um pacote de cura, libertação, aqueles grandes eventos que o pessoal tinha umas mil cadeiras de rodas. A prosperidade financeira foi uma das coisas que estava nesse pacote”.

 

O pastor continua explicando como se deu o desdobramento nos anos seguintes. “Esse movimento dentro do Brasil se tornou mais forte e evidente nos anos 90, com o crescimento de muitas dessas igrejas chamadas neopentecostais e aí eles começaram a tomar muito espaço em rádios e televisão”, disse.

 

“Eles cresceram em membresia, mas eles ficaram muito alvos da mídia e nessa mesma época, canais de televisão, da mídia , jornais seculares, que não pertenciam a essas igrejas também contra atacavam de uma certa forma, denunciando coisas que não pareciam ser legais. Muitos escândalos apareceram também”, ressaltou.

 

Desdobramento

 

Ele acredita que as igrejas neopentecostais alavancaram a prática. “No começo da década de 90 foi uma grande explosão nisso. E aquilo que era extremamente focado em cura, libertação, cura emocional, migrou com muito mais força para essa área da prosperidade que já vinha dentro dessa visão teológica desse grupo neopentecostal, mas se tornou o grande foco”, pontuou.

 

Já o pastor Bráulio Brandão, também presente no bate-papo, explanou que essas igrejas são mais bem sucedidas nos locais mais pobres. “É interessante que essas denominações, com esse foco específico, de falar muito de dinheiro, muito de prosperidade, elas têm mais sucesso nas camadas mais baixas, socialmente falando. O pessoal com menos poder aquisitivo. É a galera que está passando por dificuldade financeira que mais está ouvindo falar que Deus quer que eles sejam ricos”, alertou.

 

“Aí que vem a grande deturpação pra mim, de teologia da prosperidade como o pessoal fala, o problema não é você ter, o problema é o objetivo da coisa. Todos os textos que falam de multiplicação, que a galera adora citar na hora da oferta, que Deus vai te dar mais, vai suprir suas necessidades para que você tenha abundância, todos eles terminam assim: ‘Para que você abunde em boas obras’”, colocou. “É sempre assim, Deus vai te dar mais para que você possa ajudar mais gente. A Bíblia fala muito mais de generosidade do que de prosperidade”, falou.

 

Para o pastor Ludgero Neto, tal prática é uma ofensa a Deus. “Isso pra mim é ofensa a Palavra de Deus, engano, mentira. Isso é acrescentar algo ao Evangelho que não existe. Então, eu afirmo mesmo, são pessoas malditas ensinando mentira e enganando muita gente”, disse.

 

GUIAME

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