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E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz.

Em novo bate-boca, Malafaia acusa Boechat de incentivar a intolerância contra evangélicos; Veja

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silas-malafaia-ricardo-boechatO pastor Silas Malafaia e o jornalista Ricardo Boechat voltaram a protagonizar manchetes que relatam embates por questões religiosas. Embora o atrito tenha acontecido de maneira indireta, envolveu um tema concernente à comunidade neopentecostal brasileira, que foi acusada de perseguição religiosa durante uma entrevista na rádio Band News FM.

 

 

Luiz Eduardo Oliveira, conhecido como Negrogun, presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro do Rio de Janeiro (CEDINE), afirmou, em entrevista a Boechat, que em algumas comunidades carentes do Rio de Janeiro, traficantes estariam se convertendo a igrejas neopentecostais e tendo suas armas “abençoadas” por pastores dessas denominações, e assim, agindo de forma a censurar e suprimir manifestações religiosas de adeptos da umbanda, candomblé e outras tradições de origem africana.

 

 

Boechat, que é ateu, disse que é preciso que o governo “multe” ou “prenda” quem usa programas de rádio e TV para divulgar discursos de intolerância religiosa contra adeptos de cultos de matriz africana.

 

 

Ouça:

https://www.youtube.com/watch?v=E3OCufFS-ZI

Em vídeo, o pastor Silas Malafaia respondeu às acusações feitas por Negrogun contra as denominações neopentecostais: “Esse cara falou tanta asneira, tanta bobagem… Ele está dizendo que igrejas neopentecostais têm acordos com traficantes, ungindo fuzis, exterminando pessoas na Baixada, na Ilha [do Governador], em São Gonçalo… Olha que acusação leviana”, pontuou.

 
Para Malafaia, o presidente do CEDINE “está se escorando na raça [negra] para defender sua religião”. Dirigindo-se a Negrogun, Malafaia o acusou de “covardia” e questionou suas funções: “Você é o presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro do Rio de Janeiro para defender o negro, não é pra defender a tua religião. Ou por acaso negro tem religião oficial?”, questionou, prometendo denunciá-lo ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).
“Esse cara tá falando que existe, ‘sistematicamente’ na televisão, programas [evangélicos] pregando a intolerância”, disparou, indignado.

 
Falando ao jornalista da Band News FM – com quem já protagonizou uma das discussões mais polêmicas do ano – Malafaia lembrou que a emissora de TV do grupo de comunicação para o qual ele trabalha é uma das que lucram com a locação da grade às igrejas.

 
“Boechat, você está cuspindo no prato que comeu. A Bandeirantes é uma das emissoras que mais têm programas evangélicos. Deixa eu dizer uma coisa que você não sabe, e nem esse cara [Negrogun]: tanto a Band, quanto a RedeTV!, são as emissoras que mais têm programas evangélicos, e que para serem exibidos, 48 horas antes tem que chegar lá para fazer a revisão, para ver se pode ir ao ar ou não. Vocês estão falando bobagem. Eu estou desafiando você provar [a acusação]”, afirmou.

 
No fim, Malafaia usou um fato para comparar a postura dos evangélicos em uma situação semelhante à apresentada pelo presidente do CEDINE: “Tem pastor bandido? Não é pastor. Nos ajude. Ajude a sociedade. Isso é acusação leviana. Dá nome. Se um pastor fizesse o que esse cara aí [Negrogun] fez, a imprensa caía de pau pedindo prova. Então, escuta essa: lembra do traficante ‘Playboy’, que foi morto pela Polícia? Saiu nas notícias que todo ano ele tomava um banho de sangue para fechar o corpo num centro espírita. Eu não vou ser leviano igual a você, Negrogun, de dizer que o centro espírita era conivente com o traficante. Isso era questão da religião dele […] É isso, Boechat, que é o verdadeiro incentivo à intolerância. Fazer acusações contra uma comunidade gigantesca, sem provas, para motivar o ódio”, concluiu.

 

 

 
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