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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 22/10/2019

Entrevista: Bruna Karla diz que rejeita a ideologia de gênero para seu filho

Em entrevista ao site cristão Pleno.News, a cantora gospel Bruna Karla, que está grávida de Bella, a primeira filha dela com o marido, Bruno Santos, afirmou que a herdeira foi uma grata surpresa de Deus e que ainda pretende ter mais filhos, inclusive por adoção.

A artista também relembrou a morte de sua mãe, os rumos de sua carreira na música gospel, revelou que já quis ser atriz e disse o que pensa sobre família tradicional e educação de menores.

 

Bruna, você começou na música tão nova, com 3 anos. E com 10 anos já tinha um contrato com gravadora. Como foi essa iniciação tão nova? Você sempre quis ser cantora?

Quando eu tinha 3 anos era uma coisa de criança e parecia que ia passar. E eu fui cada vez mais amando a ideia de cantar na igreja. E comecei a amar isso e cm 6, 7 anos eu passei a ser convidada para cantar em outras igrejas. Minha mãe então começou a ver que tinha algo de especial. Já havia uma promessa especial de Deus para a minha vida. E aí os cantores começaram a me chamar para cantar com eles, Fernanda Brum, Cassiane… Até que, com 10 anos, eu fui convidada para assinar um contrato com a MK Music. Nunca fui brincadeira, mas a partir daquele momento era uma responsabilidade. E minha mãe nunca forçou. Foi algo meu, mesmo. Teve uma época que eu cismei que queria ser atriz.

 

Atriz? E como foi isso?
Estava tendo teste para uma novela infantil muito famosa, a Chiquititas, e eu cismei que queria participar. Naquela época as novelas infantis eram muito leves e minha mãe não tinha problema com isso. Quando eu falei que queria ser atriz ela me disse: “você tem um chamado, mas está bom”. Minha mãe foi comigo fazer o teste, mas aí teve uma confusão na fila, de pedra, e a fila estava imensa. Aí eu falei que não queria mais. Foi um estalo que me deu! Eu sempre tive muita liberdade, já falei que iria ser médica. Minha mãe não me privava de nada e eu nunca me desviei dos caminhos do Senhor.

 

Como você continuou seu ministério depois que a sua mãe faleceu?
A força realmente veio de Deus e olhar para toda a luta que nós tivemos, tudo aquilo que nós choramos. Quando minha mãe faleceu eu tinha 12 anos. Eu pensei em parar de cantar por conta da tristeza, mas nunca pensei em deixar Deus, por causa dessa paixão que ela tinha por Deus. Eu também queria essa paixão para a minha vida. Eu fiquei brava com Deus, eu falava para Ele: “eu não vou deixar o Senhor, mas eu estou muito chateada, minha vida acabou”. Tive apoio da minha família, meu pai e minha irmã Cássia que precisavam muito de mim, dos amigos da minha gravadora, e da doutora Elaine Cruz, minha psicóloga. Foi muito importante. E hoje eu quero fazer Psicologia por causa dela.

 

Você acha que o papel de mãe é algo inerente da mulher?
Vem da mulher. Até mesmo as mulheres que dizem que não foram chamadas para isso têm o dom de cuidar, de querer fazer o melhor e a preocupação de pequenos detalhes que os homens às vezes nem se ligam. É algo realmente natural da mulher. Claro que mães que abandonam os filhos, maltratam os filhos são casos que não têm explicação. Melhor deixar para lá, não são nem seres humanos, realmente precisa de uma libertação total e um milagre completo na vida dela! Hoje em dia as mulheres estão exercendo papeis que antes eram só dos homens, como trabalhar fora. Eu vou falar com base na Palavra de Deus, que é o que eu vivo: o homem tem o papel de proteger a casa e ser o cabeça. A mulher é submissa no sentido de respeitá-lo e que as decisões sejam tomadas por dois, mas a última palavra deve ser do marido. E como é bom ter alguém me protegendo!

 

E o que você acha sobre as famílias não tradicionais e casais homossexuais?
Vou deixar bem claro aqui o meu amor e a minha oração por todos os homossexuais. Mas eu não posso dizer para eles seguirem por esse caminho. No dia que eu fizer isso eu preciso abandonar os púlpitos e a Palavra. Há um caminho que o Senhor escolheu para eles, que é o caminho certo: a família. O homem, a mulher e os filhos. Eu tenho um amigo muito próximo que é homossexual e eu digo para ele: “porque você é meu amigo e eu te amo é que eu falo essas coisas. Não é o que Deus sonhou para você”. Teve um programa de TV que gostava muito de zombar que me fez essa pergunta e a minha resposta não foi ao ar. Eles não gostaram da minha resposta. Homens, Deus te fez homem e não errou quando escreveu a tua história. Mulheres, a mesma coisa. Eu oro para que eles saiam disso e cumpram o plano que Deus fez para eles.

 

E sobre educação dos filhos, o que você acha a respeito do papel da escola?
A família tradicional começou a ser muito perseguida e atacada. Os direitos da família tradicional também. Por exemplo, nas escolas. Ela não está ali para ensinar ao seu filho o que ele tem que ser (homem ou mulher, com quem ele tem que casar, ideologia). A escola está ali para ensinar as matérias e o que ele tem que ser profissionalmente. Não tem nada a ver com projeto de família. E muitas escolas estão querendo implantar ideologias! Vai ouvir o que eu quero, vai aprender o que eu quero, é o meu filho, o meu modo de pensar! A escola do meu filho é cristã e traz para ele algo que eu autorizei e que eu concordo. Eu não aceito uma escola trazer algo que eu não concordo. E por isso tem se levantado tantas pessoas a favor da família tradicional.

 

Agora vamos falar da sua família, que está crescendo! Bella vem aí. Vocês planejaram?
Estávamos planejando, mas não para agora. Foi realmente um presente de Deus e a gente ficou muito feliz. O Benjamin foi planejado para aquele momento. Mas eu tinha colocado na mão de Deus e ele me deu essa surpresa. Ainda tenho vontade de adotar, eu acho lindo e muito especial. E mesmo depois da Bella, mais para a frente, eu tenho esse sonho. Eu visitei muitos lugares com o Projeto Sou Humano e dá uma vontade de ajudar mais. Quero trazer, abraçar, cuidar, dar para eles algo que eles não estão tendo.

 

Fonte: Pleno News