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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 04/11/2019

Estudo: jovens que vão à igreja são mentalmente mais saudáveis do que os que não vão

O mundo passa por transformações profundas em vários âmbitos, especialmente no cultural. Os sintomas dessas mudanças se refletem diretamente no comportamento dos jovens, onde a depressão, ansiedade e agressividade são apontadas como fatores associados. No entanto, um estudo revela algo que vai na contramão dessa realidade.

 

Se trata de uma pesquisa feita pelo Barna Group em parceria com a World Vision, denominada Connected Generation. Eles colheram informações de mais de 15.000 jovens adultos entre 18 e 35 anos em 25 países, a fim de fazer um recorte da saúde emocional/mental desse grupo na atual geração.

 

Eles descobriram que “a ansiedade sobre decisões importantes é generalizada (40%)”, “bem como a incerteza sobre o futuro (40%), o medo de fracassar (40%) e a pressão para ser bem-sucedido (36%)”, informa a NewsWeek.

 

No entanto, entre os jovens que professam a fé em Deus e frequentam a igreja, os relatos sobre ansiedade, insegurança e outros são menores do que os jovens que não possuem fé e não frequentam atividades religiosas.

 

“Além de fornecer muitos sinais esperançosos sobre as oportunidades à frente dessas gerações, o estudo mostra conexões poderosas entre a prática da fé e o bem-estar geral”, disse o presidente do Barna Group, David Kinnaman.

 

Segundo a pesquisa, 51% dos cristãos praticantes que frequentam a igreja relataram sentir-se “otimistas em relação ao futuro”. Esse número cai para 34% quando se tratam de pessoas que não vão à igreja. Ou seja, os relacionamentos sociais, e não apenas a espiritualidade vivenciada isoladamente, são fatores importantes no bem-estar mental.

 

Os dilemas nos jovens cristãos podem ser os mesmos dos demais, mas a diferença está na forma como eles encaram cada situação, segundo o estudo. No geral, a confiança e o significado profundo pela vida são características marcantes.

 

A pesquisa revela uma geração de adultos motivados, cautelosos e cansados, lutando com perguntas, desejando relacionamentos mais profundos e enfrentando obstáculos sociais, profissionais e pessoais significativos”, comentou Alyce Youngblood, diretora editorial de Barna.

 

Alyce ressalta, porém, que para esses jovens desfrutarem dos benefícios psicológicos/emocionais da fé e convívio comunitário em uma igreja, eles devem ser bem orientados, acolhidos e nutridos intelectual e espiritualmente.

 

“Descobrimos que a fé é um fator importante associado ao seu bem-estar, conexão e resiliência”, disse ela. Se eles entrarem em uma igreja, precisarão de ensino concreto de líderes em quem possam confiar e oportunidades significativas de contribuir para uma comunidade de fé”, conclui.

 

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