Evangélica ignora críticas e comemora um ano de sex shop: ‘Estou firme, forte e vendendo muito. Graças a Deus

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“No início já me preocupei com os comentários negativos, mas hoje se quiser falar, falem”. A declaração é da microempresária evangélica Gislaine Brito dos Santos, de 42 anos, que abriu um sex shop nas Moreninhas, em Campo Grande (MS), há um ano.

Gislaine conta que trabalhava em um estabelecimento de artigos de luxo, quando foi convidada pela filha, de 25 anos, para abrir uma loja de produtos eróticos.

Mãe e filha começaram o negócio na Rua Sebastião Lima em 2019, mas uma semana depois tiveram de fechar as portas em cumprimento aos decretos para evitar o contágio do novo coronavírus.

A solução encontrada foi migrar para outro bairro investindo no sistema de delivery. Isto ocorreu há exatamente um ano e, segundo Gislaine, “não há do que reclamar. Estou firme, forte e vendendo muito. Graças a Deus”. Os produtos agradaram e continuam agradando os mais diversos públicos, além de boa parte dos clientes terem se tornado amigos da comerciante.

Críticas
Mas como nem tudo nesta vida é prazer, a microempresária também passou por momentos desagradáveis. Ela afirma ter recebido alguns olhares de censura e escutado comentários negativos na igreja que frequenta. “Já falaram Gislaine você é louca, doida”, lembra.

Até a mãe, também evangélica, estranhou a escolha. Isto porque a comerciante não é a primeira da família a investir neste ramo. “Minha irmã tem sex shop em Aquidauana então ela perguntou: ‘outra?’, mas expliquei que é um trabalho como outro qualquer e hoje ela não liga, não”.

Para aprender sobre os artigos que vende, ela diz ter estudado muito, além de ouvir o feedback dos compradores.

Em relação às críticas de alguns integrantes da igreja, Gislaine diz ter superado e permanece com a fé inabalável. “Penso que algumas pessoas gostariam de estar no meu lugar, mas não fazem isso por vergonha. Eu não [tenho vergonha]”. Ela reforça ter muitos evangélicos como fregueses.

Crenças
Gislaine não fica tímida em falar ou orientar sobre sexo e também não se acanha em dar demonstrações da sua fé durante o expediente. Diz já ter recebido até clientes em busca de lingerie “para salvar o casamento”. Ela vendeu, mas não sem antes fazer uma oração pela mulher.

Recentemente a comerciante participou de um retiro evangélico em que orou não só por sua vida, mas por várias das amigas que fez por meio do sex shop. Ainda durante o evento religioso, fez novas amizades e aproveitou para responder as dúvidas que surgiram sobre os produtos que comercializa. “Eu falei não é porque é evangélica que não pode usar”.

A igreja a que Gislaine pertence prega, dentre outras coisas, o sexo dentro do contexto do casamento. Ela também acredita nisso, mas não só. A microempresária também crê que uma sociedade melhor é feita de menos críticas e mais amor ao próximo.

G1 Foto: Joyce Carvalho/ Reprodução

 

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