Evangélicos mexicanos sofrem com perseguição de católicos e vivem exilados de suas aldeias

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

22Os cristãos evangélicos vêm sofrendo perseguição intensa no estado de Chiapas, sul do México. Em um dos casos mais emblemáticos, lideranças populares que professam a fé católica expulsaram os fiéis de suas aldeias.

 

O governo mexicano interveio na situação e negociou o retorno das famílias evangélicas para suas casas e terras, porém os líderes da aldeia em Chiapas não cumpriram sua parte no acordo e exigiram a conversão das 47 pessoas ao catolicismo ou o pagamento de uma multa.

 

O caso na aldeia Buenavista Bahuitz chamou a atenção da imprensa internacional porque se arrasta há quase três anos. Em 2012, os evangélicos foram expulsos e desde então, tentam sem sucesso retomar suas vidas em suas propriedades.

 

No último dia de janeiro se deu a mais recente recusa dos aldeões em permitirem o retorno dos fiéis, segundo informações fornecidas pelo grupo de defesa da liberdade religiosa Christian Solidarity Worldwide (CSW).

 

O grupo de católicos é conhecido como “tradicionalistas”, e praticam uma mistura do catolicismo romano com tradições indígenas, que envolvem festivais de embriaguez.

 

Uma das exigências dos católicos “tradicionalistas” para permitir o retorno dos evangélicos a seus lares é que eles contribuam com as celebrações ritualísticas e aquisição de grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

 

Em novembro de 2014, com o auxílio de evangélicos de outras aldeias, as pessoas expulsas de Buenavista Bahuitz protestaram pacificamente em frente à sede do governo do estado, na cidade de Tuxtla Gutierrez. Só então conseguiram que servidores públicos intermediassem o acordo verbal, que posteriormente foi quebrado pelos católicos.

 

“No México, se você cometer um crime, destruir a casa do teu próximo, e você dizer que foi por motivo religioso, de repente, esse crime se torna anistiado, por alguma razão, [como se eles] não pudessem mexer nisso”, criticou a CSW em um comunicado. Após a recusa dos evangélicos em apostatarem sua fé e pagarem as quantias exigidas, a solução foi voltar para a propriedade de uma igreja na cidade de Comitán de Dominguez, onde eles têm vivido exilados nos últimos dois anos e meio.

 

Gospel +

OUTRAS NOTÍCIAS