Versículo do dia
Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?

Falso boato atribui à bancada evangélica projeto para extinguir o mandamento ‘não roubarás’

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Um boato que viralizou nas redes sociais alega que os parlamentares da bancada evangélica teriam um projeto de lei para excluir da Bíblia Sagrada o sétimo mandamento dado por Deus a Moisés: “não roubarás”.

O rumor circulou em diversos perfis nas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, com uma foto antiga de integrantes da bancada evangélica em um momento de oração, com o texto “bancada evangélica apresenta projeto para excluir da Bíblia mandamento que diz ‘não roubarás’”.

A agência de checagem dos fatos Lupa fez uma verificação sobre o boato e constatou que trata-se de uma fake news. “Uma busca na área de propostas legislativas da Câmara mostra que não há registro de nenhuma proposição tramitando na Casa que defenda a eliminação do mandamento da Bíblia. Também não aparece nenhum texto arquivado no passado com esse teor”, resumiu o jornalista Maurício Moraes.

O termo “não roubarás” aparece apenas em uma proposta apresentado pelo deputado federal Sebastião Oliveira (PL-PE), no PL 6.224/19, que tenta alterar o Código Penal para que condenados por latrocínio, estupro ou outros crimes de violência contra a mulher cumpram a pena em regime fechado.

Em sua justificativa, o deputado mencionou o mandamento “não roubarás” em uma ilustração de como ocorre a desobediência de uma regra: “Se a regra é ‘não roubarás’ e o indivíduo roubar, a regra está violada”, explica o texto.

Sobre o boato, a agência de checagem enfatiza que a foto original não foi encontrada, “mas os deputados aparecem com os mesmos ternos e gravatas em uma série de imagens registradas pela Agência Câmara em 2 de fevereiro de 2011”, data em que foi celebrado o primeiro culto evangélico reunindo os parlamentares da 54ª Legislatura.

A mesma foto já havia sido usada em 2011 em uma publicação do PSOL de Rio das Ostras sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Gospel +

OUTRAS NOTÍCIAS