Feira de Santana tem mais de mil casos de dengue e 900 de chikungunya

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Em meio à pandemia de Covid-19, um dado chama a atenção em Feira de Santana: a cidade possui mais casos de dengue que de Covid-19. De acordo com o Boletim Epidemiológico foram registrados 3.331 casos suspeitos de dengue na cidade, 1.193 dos casos foram confirmados e 30 deles apresentam estado de alarme. Os números mostram ainda que 519 casos foram descartados. Com a extensão do período de chuvas e mais pessoas em casa, devido às recomendações de isolamento social, a preocupação com o mosquito não pode ser deixada de lado.

De acordo com a prefeitura, os bairros Brasília (335), Tomba (191), Conj. Feira X (137) são os mais afetados. Nos três primeiros meses do ano, foram registradas crescentes, em janeiro a cidade apresentou 342 casos, em fevereiro 387, em março 588, e em abril um salto maior foi dado, apresentando 1089 contaminados com dengue. A boa notícia no entanto, é que em maio, os números diminuíram, quando a cidade registrou 904 casos.

Além da dengue, outra arbovirose como a chikungunya, cuja transmissão também ocorre pelo Aedes aegypti, vem assustando a população feirense. Na cidade foram registrados 2720 casos suspeitos de Chikungunya, e dos casos notificados, 900 casos foram confirmados. Brasília (363) e Tomba (128) seguem liderando os casos, mas o terceiro lugar, foi tomado pelo Campo Limpo, com 116 casos.

Como alguns sintomas são parecidos nas três doenças, é importante saber diferenciá-los. O coronavírus chama a atenção a evolução dos sintomas para dificuldades respiratórias e, em casos mais extremos, pneumonia viral ou intersticial.

Na dengue, por sua vez, os sintomas geralmente são febre alta e de início imediato, e dores nas articulações e musculatura. Vermelhidão nos olhos e manchas vermelhas na pele também podem estar presentes. E na Chikungunya, o sintoma predominate são as dores que concentram-se principalmente nas articulações e costumam ser incapacitantes, podendo causar até inchaço.

Embora sejam doenças causadas por vírus diferentes, o aumento do número de casos tanto da dengue e chikungunya, quanto da COVID-19 faz com que o senso de coletividade seja maior, demandando um comportamento de reflexão para a sociedade.

Folha do Estado

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