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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 14/04/2019

Feliciano irá apresentar pedido de impeachment do vice-presidente, general Mourão

O pastor Marco Feliciano (PODE-SP) declarou guerra ao vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB) e estaria preparando um pedido de impeachment contra ele para apresentar na Câmara dos Deputados na próxima semana.

 

Há algumas semanas Feliciano subiu o tom contra a postura de Mourão, que desde o fim das eleições vem fazendo manifestações públicas em sentido diverso da plataforma que formou a campanha de Jair Bolsonaro. Em um dos casos, manifestou-se favorável à legalização do aborto, o que foi prontamente criticado pelo pastor Silas Malafaia.

 

Agora, de acordo com informações do jornal O Globo, o pastor irá partir para o ataque: “Feliciano sustenta que Mourão adotou comportamento ‘indigno’ e ‘indecoroso’ ao aceitar participar de um evento nos EUA cujo convite dizia que o Brasil está atravessando ‘sucessivas crises’ criadas pelo núcleo duro do presidente”, diz o jornalista Gabriel Mascarenhas.

 

O pedido será apresentado na Câmara dos Deputados na próxima terça-feira, 16 de abril. “Não aceito conspiração para derrubar meu presidente. Pedirei o impeachment de Mourão, a quem recuso chamar de general, já que ele foi eleito como civil, por quebra de decoro e por ser um Judas no apostolado de Bolsonaro”, declarou o pastor Marco Feliciano.

 

Segundo Mascarenhas, “é praticamente zero” a chance do pedido ser levado adiante. “Mas há algo extremamente relevante nos ataques de Feliciano a Mourão: Bolsonaro nunca repreende seu vice-líder publicamente, se é que não gosta do que vê”, acrescenta o jornalista.
A ação, que parece contar com certo grau de apoio entre outros aliados de Bolsonaro, seria um aviso a Mourão para recuar. O pastor Silas Malafaia, que realizou encontro com o presidente na última quinta-feira, 11 de abril, usou o Twitter nesta sexta-feira para reiterar críticas ao vice-presidente.

 

“Eu queria entender! Pelo que eu sei, Mourão não é porta-voz do governo Bolsonaro, o próprio governo possui o porta-voz que dá informações de todas as ações do governo. Nunca vi a imprensa colocar com tanta evidência um vice, como também, nunca vi um vice que queira aparecer tanto”, criticou.

 

“O papel do vice-presidente: substituir o presidente em seus impedimentos. Deve ter um papel discreto, não ficar dando piruada nas questões do governo. O protagonismo pertence ao presidente. Vice que fala muito tem segundas intenções. Não me engana!”, acrescentou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).

 

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