Filmes adultos induzem homens ao abuso sexual e violência psicológica, diz estudo

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O consumo de filmes adultos tem se tornado um grave problema para muitas famílias, ao ponto de vários pesquisadores se debruçarem sobre o assunto tentando compreender melhor a situação, a fim apontar meios de lidar com esse tipo de dependência, inclusive no meio religioso.

 

Uma pesquisa realizada pela Rádio BBC, por exemplo, apontou que é cada vez maior os casos de abuso sexual associados ao consumo de filmes adultos. Neste caso, o homem em particular tenta reproduzir o que assiste nos conteúdos adultos, cometendo algum tipo de delito contra a mulher.

 

“Apesar das defesas repulsivas de violência sexual disfarçadas de ‘consentimento’ dos homens Marlboro da indústria pornô, as evidências continuam a se acumular”, disse Jonathon Van Maren, escritor e diretor de comunicações do Centro Canadense de Reforma da Bioética.

 

“Além das estatísticas americanas arrepiantes, a BBC agora está relatando que suas próprias pesquisas, conduzidas pela BBC Radio 5 Live e ComRes, indicaram que 38% das mulheres britânicas com menos de 40 anos de idade ‘foram submetidas a enforcamentos indesejados, tapa, cuspir ou engasgar durante sexo consensual”, destacou.

 

Observa-se que o estudo não fala de estupro, mas sim de relações sexuais consensuais, ou seja, quando há a concordância da mulher. Ocorre que tal concordância, no entanto, muitas vezes é o resultado da pressão exercida pelo homem para a realização dos seus fetiches, de modo que tais mulheres também se tornam vítimas de violência psicológica.

 

Foram entrevistadas 2.002 mulheres entre 18 e 39 anos de idade. Boa parte delas confirmou que já sofreram algum tipo de violência física dos seus parceiros durante a relação sexual. Segundo a professora Fiona McKenzie, isso é reflexo da normalização dessas práticas através da mídia.

 

“De fato”, diz McKenzie, segundo o Life Site News, “as mulheres que não querem que a violência sexual faça parte de seus relacionamentos são frequentemente ridicularizadas por quem agora diz que esse comportamento é socialmente normal”.

 

A pesquisadora descreveu um quadro preocupante que reflete o cenário cultural envolvendo a sexualidade dos jovens na atualidade. Se trata de um alerta que também diz respeito à comunidade cristã.

 

“As mulheres nos dizem que foram envergonhadas por serem ‘nutela’ ou por não quererem essa violência”, observou ela, “e se manifestar contra isso é ‘um absurdo’. Na cultura atual da libertação sexual total, mulheres e meninas estão se sentindo envergonhadas e pudicas se não quiserem ser abusados ​​por seus parceiros masculinos”, concluiu.

 

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