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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 08/10/2018

Frase sobre fim do cristianismo atribuída a Manuela D’Ávila é de John Lennon

Não é verdade que Manuela D’Ávila (PCdoB), candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), tenha afirmado que o cristianismo vai desaparecer e que “nós somos mais populares do que Jesus Cristo neste momento”. A declaração que aparece em uma montagem postada no Facebook foi dada, na verdade, por John Lennon, referindo-se aos Beatles, há 52 anos.

 

Trata-se de uma das mais famosas e polêmicas declarações de Lennon. Ele fez a afirmação em uma entrevista ao jornal inglês “The Evening Standard” em 4 de março de 1966, no auge da Beatlemania, a idolatria pela banda inglesa de rock. Responsável pela entrevista, a jornalista Maureen Cleave comentou a história em artigo publicado em 2005 no jornal “The Telegraph”.

 

Em 2010, 40 anos depois do fim dos Beatles, o “L’Osservatore Romano”, jornal oficial do Vaticano, publicou uma reportagem com elogios ao grupo e minimizando a declaração de Lennon. “Eles até chegaram a dizer que eram mais populares que Jesus. Mas, ouvindo suas músicas, tudo isso parece distante e insignificante”, disseram Giuseppe Fiorentino e Gaetano Vallini no artigo.

 

O projeto Comprova procurou no Google e no YouTube por eventuais declarações de Manuela que pudessem se assemelhar à fala de Lennon e nada encontrou.

 

Em nota emitida nesta sexta-feira (5), a coligação de Haddad e Manuela desmentiu a montagem postada no Facebook. A campanha afirma que a candidata, que se declara cristã, jamais falou tal frase. “Sou cristã e defendo e pratico o mais absoluto respeito com todas as religiões”, diz Manuela.

 

Publicada na manhã de quinta-feira (5), a postagem feita por um perfil que manifesta apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) tinha 89 mil compartilhamentos até as 15h desta sexta.

 

O material falso foi verificado pelo UOL e pela agência “AFP”, além do “SBT”, da revista “piauí”, do “Jornal do Commercio”, de “O Povo” e do “Poder360”, todos integrantes do projeto Comprova.

 

Fonte: UOL